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Cuiabá MT, Sexta-feira, 19 de Junho de 2026

ARTIGO
Segunda-feira, 15 de Junho de 2015, 19h:46

SERGIO NEVES

Ainda o legado

Ao completar um ano da realização da Copa do Mundo, é muito triste constatar que Cuiabá ainda não concluiu o que prometeu. Quando a cidade foi eleita uma das 12 sedes a festa foi grande. Não foram poucos a apostar numa cidade futurista. Acontece, porém, que praticamente descaracterizam uma história tricentenária e o sonhado amanhã não veio. Pior ainda é relembrar os transtornos que a população enfrentou e ainda enfrenta com o "trem fantasma". Não foram poucos os que foram desalojados de seu cantinho herdado de famílias tradicionais e seu passado apagado sem o menor pudor. E, até agora, pra nada. A capital mais parece saída de uma praça de guerra que de uma festa do futebol mundial. Desde que essa aventura começou só a população paga por isso. Não foram poucos que perderam seu ponto comercial e muitos até a vida naquele trânsito repleto de gelo baiano, buracos, desvios. O prejuízo com veículos foi geral. Só as autopeças e oficinas ganharam. Engraçado é que tudo aconteceu aos olhos de todos, inclusive dos representantes de órgãos oficiais. Ninguém pode ignorar tal verdade. O próprio Tribunal de Contas do Estado (TCE) instalou um posto dentro da sede da Secopa, ficando ali, na cara do gol, acompanhando tudo de perto. É verdade que noutras sedes a lambança e o descaso com o dinheiro público foi semelhante. Mas também é certo que o malfeito tem e deve ser resolvido. Ficar no tititi não resolve absolutamente nada. Tem de arregaçar as mangas e pôr mãos à obra. Afinal, Mato Grosso estava mesmo preparado para assumir tal desafio? O VLT, onde apenas o trecho do aeroporto à ponte Júlio Müller foi prometido (e não cumprido) para o mundial, sempre é tema preferido na hora do lamento. Mas e o Marechal Rondon, o COT do Pari, o COT da UFMT, a Avenida Oito de Abril, a Trincheira do Santa Rosa, do Tijucal, o Viaduto da Sefaz, o morro do Despraiado, quando serão finalizados? Quem por incompetência, entraves burocráticos, supostos interesses escusos ou total falta de respeito com a população, errou a gente praticamente sabe. O que queremos saber agora é quando o tal do legado vai realmente chegar? E como irá chegar. SERGIO NEVES jornalista em Cuiabá

Edição EDIÇÃO 16966




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