NA HORA
O jornal de Mato Grosso Facebook Facebook twitter youtube

Cuiabá MT, Sábado, 20 de Junho de 2026

ARTIGO
Sexta-feira, 11 de Janeiro de 2013, 20h:34

EDUARDO PÓVOAS

Ainda há saída

Vi uma reportagem sobre as drogas no Centro da cidade de São Paulo e a interferência de uma igreja que, diga-se de passagem, assume literalmente o papel que deveria ser do Estado. Brilhante, simplesmente brilhante, a atitude desses evangélicos que se preocupam com aquele “amontoado”, que alguns preferem chamar de seres humanos. Confesso-lhes que me emocionei ao chegar ao fim da reportagem e ver o carinho que esses senhores dispensam a quem deixou de perceber, a muito tempo, que está vivo. Houve época em que se colocava nos cruzamentos de algumas cidades brasileiras um amontoado de ferro-velho, que tempos atrás foi um automóvel, no intuito de sensibilizar os jovens de que o carro é uma arma e que pode tirar a vida deles. Desapareceram essas carcaças talvez por ter tido pouco resultado. Claro, jogar na esquina uma carcaça sem que se explique o real sentido da sua presença de nada adiantaria. Todos os dias nossos canais de TV expõem reportagens sobre essa imensidão de conterrâneos tomados pela droga, que fico a me perguntar, todas as vezes em que os assisto, se não seria interessante mostrar nas salas de aula, aos nossos filhos e netos, em que estado chegam às pessoas que fazem opção por ela. Claro, isso vai chocar muito quando esses pequeninos virem esses filmes e sei que serei condenado à prisão perpétua por quem defende o famigerado Estatuto da Criança e do Adolescente, tachado por alguns como a “pérola da coroa”. Acho que a esses jovens tem que ser mostrada a transformação sofrida por quem optou por um crack, por uma maconha ou por uma cocaína. Ou vamos continuar na mesma linha? A linha “light”, a linha que acoberta pequenos marginais. Essa linha que está em uso por muitos anos não vem dando resultados suficientes. Se não são as Igrejas deste país (todas), a cracolândia estaria estendida até a beira do Pantanal. Acho que vou morrer sem ver as fronteiras do Brasil patrulhadas pelo nosso Exército. A Polícia Federal não tem efetivo para tal, e já realiza um trabalho sobrenatural na área. Senhores: nós, pais e avós preocupadíssimos com nossos filhos e netos, graças a Deus temos sua proteção, pois se dependermos de alguns que já detiveram o poder, não sei o que seria de nós. * EDUARDO PÓVOAS, cidadão cuiabano

Edição EDIÇÃO 16966




ENQUETE
Você acredita que a Ferrovia Vicente Vuolo vai chegar a Cuiabá?
Sim. Seria uma questão de tempo. E de interesse.
Não. A Rumo já sinalizou que não é uma prioridade
Tanto faz. Em MT, os políticos não ligam para a obra
PARCIAL