O ministro da Fazenda, acaba de confirmar que no Brasil há uma Constituição que deveria reger os destinos da Pátria, referindo a mais um enorme escândalo financeiro envolvendo o ENEM. Enquanto isso, extraordinários mágicos do PSDB do mulatinho do planalto, FHC, que vivia xingando o povo brasileiro e, inclusive, os aposentados de vagabundos, tentam transformá-lo em santo milagreiro canonizado pelo Papa e pelos órfãos desse partido que está capengando. Estacionaram milhares de soldados desse partido oriundos da Cratera da Lua Madre de Dios em tudo quanto é lugar de Mato Grosso com a eterna desculpa de que não temos gente competente e capaz por aqui. Lembram-se do Dante? Colocou centenas de extraterrestres em tudo quanto é canto dos três poderes de Mato Grosso. E os daqui, apenas aqueles mesmos de sempre. Entra governo, sai governo, olha eles aí, de novo, gente. Até Wilson Santos quase desmaiou engasgado quando soube da morte dele e saiu gritando no meio da rua desorientado, tentando mudar nomes de ruas, avenidas, cidades, postes, o próprio palácio Alencastro, para botar o nome de Dante, além de tentar retirar as estátuas históricas daqui para botar outras do Diretas-Já e construir gigantescas estátuas de Buda ao Dante nos paredões de Chapada. Pensou que usando o nome dele, ganharia eleições. Não houve falta de avisos dos verdadeiros amigos e que ele próprio acaba de reconhecer isso. Nos poderes de Mato Grosso, o que tem de tucano pousado imitando periquito e até beija-flor por lá é um espanto até hoje. Qual é a mágica é uma incógnita. Antigamente, quem servia um governo, passava quase quarenta anos fora da órbita do executivo. Por servir o bom Frederico Campos fui chamado até de entreguista, extrema direita, militarista, dedo-duro benzo-me três vezes. É isso mesmo, por aqui ainda só há dois partidos. Um partido que rouba de terno e gravata, rostos barbeados com classe e paga colunistas sociais para festas socialites, denominado da extrema direita que rouba mas faz. E o outro partido que também rouba, mas de chinelo bambolê, manga de camisa, barbudo sempre com coceira no queixo e mancha no bigode debaixo do nariz, denominado de extrema esquerda que nunca viu nada, nada escuta e nem fala. Não sabe de nada. Olhando de lado, quantos estão ainda por aí e que vivem servindo governo após governo e, só porque são tucanos recebem dádivas divinas de empregos hereditários em câmaras de compensação da vida. Será que não seria salutar voltar ao passado onde o povo fiscalizava quem era do PSD e quem era da UDN? Quando um ganhava, o outro enfiava o rabo no vão das pernas e saia mesmo do campo. Até hoje vejo louvores a Dante, mas somente usam o nome dele, como se fossem seus donos, para se perpetuarem nas benesses de polpudos empregos. Usam-no como bengala de amparo de deficientes, para continuarem nos cargos, carguinhos e cargões. Tal ciúme bororo eu posso expressar por ter missão definida, concursado em trabalho de compensadora carreira. Portanto, os reis não precisam de mim e nem eu deles. Nenhum leitor jamais poderá fantasiar contra essa minha liberdade de opinar com independência absoluta e até fazer campanha cívico-definida abertamente. Admiro esses esperneadores do passado cuja lista também acabo de receber, que acendem uma vela a Deus e outra ao diabo, tentam beijar na boca os vitoriosos e se perpetuam nos poderes em mais de um, dois ou três cargos, prejudicando perante classes de instituições e a imagem junto ao povo, os novos reis e rainhas que ainda estão anestesiados pelas vitórias e, portanto, vulneráveis diante desses esquemas infantis, mas eficientes até agora. * PAULO ZAVIASKY é jornalista
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