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ARTIGO
Quarta-feira, 23 de Maio de 2007, 20h:35

RENATO GORSKI

A baderna nas manifestações sociais

Os movimentos sociais, entidades representativas de classe, movimentos de estudantes e alguns sindicatos estão abusando das liberdades constitucionais e abusando da lei e da ordem no Brasil. Quase 300 estudantes da USP ocuparam a reitoria daquela universidade, depredando tudo que encontraram pela frente e querendo impor uma pauta de reivindicações. O fato de ter liberdade de expressão e o direito de ir e vir não pode ser misturado com a anarquia que está tomando conta do país, em diversas situações. Hoje em dia bloqueiam-se estradas, bloqueiam-se avenidas, invadem-se universidades e órgãos do governo. Não estamos na ditadura, mas as autoridades constituídas precisam agir. O mau uso do horário na televisão obrigou o Ministério da Justiça a impor sanções em razão da imoralidade e cenas inoportunas apresentadas principalmente pelas redes de televisão abertas em horários inadequados. Diga-se de passagem, muitos dos filmes e seriados de ação de Hollywood viraram escola de bandidos, e estimulantes da intensa violência. O crescimento da violência nos grandes centros tem apresentado um número de vitimas fatais mais elevado do que muitos países que estão em situação como Iraque, conflitos no Oriente Médio e países em guerra na África. Pessoas inocentes sendo baleadas todo dia pelas ruas. Os movimentos sociais, sejam de sindicatos, estudantis e outros, vão testando as autoridades e avançando na desordem. O governo determinou o deslocamento de tropas federais para a hidrelétrica de Tucuruí (PA), que foi ocupada por pelo menos 250 pessoas, integrantes da Via Campesina e do Movimento dos Atingidos por Barragens. Os invasores depredaram vidraças a marretadas, geraram apagão e fizeram a maior correria dentro das instalações da usina de Tucuruí. Muitas vezes o MST tem trancado rodovias e parado todo o movimento, sem sequer ser notificado e ou dado explicações para as autoridades. Deixar que movimentos desordeiros ditem as políticas dos poderes é a mesma coisa que deixar que presidiários executem outros criminosos de crimes hediondos, quando os mesmos chegam ao cárcere. Presidiário não tem moral para executar sentença de morte. Mas é uma prática que ocorre em nosso país. O quebra-quebra no Congresso há pouco tempo mostrou a audácia desses movimentos. Com todo o aparato militar à disposição do Executivo e do Judiciário, não é coerente ver a baderna e as greves injustificadas aumentando, sem que os poderes constituídos façam alguma coisa. É necessário que os poderes retomem a ordem, desobstruindo estradas, desocupando prédios públicos. Causadores de desordens e tumultos nos bens públicos têm que responder pelas ações, senão a bagunça vai aumentar no Brasil. * RENATO GORSKI, economista [email protected]

Edição EDIÇÃO 16966




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