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Segunda-feira, 02 de Maio de 2011, 21h:43

Zaeli admite sair de vez com volta do prefeito

O prefeito interino Tião da Zaeli prometeu na manhã de ontem deixar o cargo, caso o prefeito afastado de Várzea Grande, Murilo Domingos (PR), conseguisse voltar ao cargo. Numa relação conflituosa, Tião diz que não é mais possível os dois trabalharem juntos por causa das diferenças de administração e a relação desgastada. O prefeito Murilo e o vice Tião da Zaeli foram afastados dos cargos no começo de março pela Câmara Municipal, que abriu uma comissão processante para investigar supostas irregularidades na administração. Tião, no entanto, conseguiu uma liminar na Justiça para voltar. “Se o Murilo voltar, obviamente, tenho que me afastar, porque temos modelos de gestão diferentes e muitos conflitos”, disse Tião. Mesmo antes do afastamento, Tião da Zaeli afirma que os dois já não se falavam. Há duas semanas o vice assumiu a prefeitura como titular. Ontem, durante posse de 12 novos secretários, o prefeito disse que pela primeira vez pode tomar decisões e administrar a prefeitura de verdade. Nem assim, porém, por causa da situação, ele pode considerar o momento de alegria. “Temos 250 mil pessoas olhando para nós e esperando uma mudança no modo de conduzir essa prefeitura. Esse cargo não me enche de vaidade neste momento, me traz o peso da responsabilidade, por isso o momento é apenas de focar no trabalho”, disse o prefeito interino. A briga entre Murilo e Tião ficou acentuada no ano passado, ano eleitoral. Conforme Tião da Zaeli, havia um acordo firmado durante a campanha, em 2008, de que Murilo sairia da prefeitura para ser candidato a deputado federal na eleição 2010. O suposto trato, no entanto, não foi firmado. Durante os dois primeiros anos do mandato, Tião chegou a assumir a prefeitura por cinco vezes, mas por causa de problemas de saúde do titular. Com os dois já afastados politicamente, o vice-prefeito conta que a relação estava difícil porque Murilo já não o escutava mais dentro da prefeitura. O próprio prefeito considera que as turbulências da cidade são fatos da maior relevância da política de Várzea Grande. Ontem, durante a posse, Tião reclamou, por exemplo, que a prefeitura perdeu R$ 4,8 milhões que deveriam ser utilizados para reforma da Avenida 31 de março. “O dinheiro ficou parado até ter que ser devolvido”, disse o prefeito. (ARF)

Edição EDIÇÃO 16962




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