Primeira Página
Sexta-feira, 04 de Dezembro de 2009, 23h:11
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DECISÃO
Yuri tenta novo recurso na Justiça
JEAN CAMPOS
Especial para o Diário
O ex-secretário de Estado de Desenvolvimento do Turismo e atual diretor de Assuntos Estratégicos da Agecopa, Yuri Bastos Jorge, tenta, mais uma vez, reverter a decisão da Justiça do Trabalho que o condenou a pagar R$ 38 mil à sua ex-empregada doméstica, Antônia da Silva Mello Santos. Após ser condenado em primeira instância, e ter perdido alguns recursos na qual alegou, entre outros argumentos, cerceamento de defesa, a defesa de Yuri entrou com embargo de declaração, no dia 23 de outubro, à decisão do juiz do Trabalho substituto, Plínio Gevezier Podolan, da 7ª Vara do Trabalho de Cuiabá. A previsão é de que o embargo seja julgado até o dia 15 de dezembro pelo Tribunal Regional do Trabalho. Na decisão de segunda instância, publicada no último dia 27, no site do TRT 23ª Região, Yuri foi condenado a pagar à sua ex-funcionária as diferenças salariais; férias integrais em dobro e férias proporcionais - ambas com o acréscimo de 1/3; 13º salário; aviso prévio indenizado; vale-transporte; e indenização por dano moral. Conforme consta nos autos, Antônia da Silva Mello Santos foi contratada por Yuri, em 2006, para receber o salário mensal de R$ 200 reais por oito horas diárias, trabalhando às segundas, quartas e sextas-feiras. No entanto, a empregada acusa o ex-secretário de Turismo de não ter cumprido o combinado. Ela chegou a ser presa, acusada de extorsão. Conforme relata a empregada doméstica na petição inicial, Yuri utilizou-se de sua influência junto ao governo do Estado para simular um flagrante de extorsão contra ela. Ele teria contado com a ajuda de policiais civis para armar o flagrante que levou a empregada a ser presa. Por outro lado, Yuri denunciou Antônia por extorsão alegando que ela teria ameaçado entrar na Justiça em seu desfavor, mesmo sabendo que não era sua credora. Com esse argumento, a defesa de Yuri entrou com uma ação pedindo R$ 20 mil reais pelo prejuízo. Na decisão, o magistrado considerou que houve a presença de ato ilícito de Yuri contra Antônia neste episódio e, por esse motivo, compensando-a com a indenização por dano moral. OUTRO LADO A reportagem entrou em contato com o advogado de defesa de Yuri, Eduardo Mahon, que não retornou a ligação.