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Terça-feira, 18 de Agosto de 2009, 21h:00

Wilson vê indício de crime de prevaricação

ALEXANDRE APRÁ
Da Reportagem
Pela primeira vez após a deflagração da Operação Pacenas, o prefeito de Cuiabá Wilson Santos (PSDB) questionou a investigação policial que resultou na paralisação das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), na Capital. Segundo o tucano, a informação de que a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal já sabiam do esquema de fraude nas licitações desde o ano de 2007, data em que teriam começado as investigações, é indício suficiente para caracterizar crime de prevaricação. “Não sei se isso realmente procede. Mas, se a Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Justiça Federal tinham essa informação dessas irregularidades desde o ano de 2007 eles eram obrigados a denunciar”, reclamou o prefeito, durante sessão ordinária na Câmara de Cuiabá, onde esteve prestando esclarecimentos aos vereadores, atendendo a requerimento protocolado pelo vereador Domingos Sávio (PMDB). “Se realmente souberam disso tudo em 2007 cometeram crime de prevaricação”, disse o prefeito, reforçando que tem ciência de crimes contra o erário público e não denuncia caracteriza esse tipo de crime. Por quase duas horas, Wilson discursou sobre as obras do PAC e da Estação de Tratamento de Água (ETA) do bairro Tijucal. Depois, respondeu a perguntas feitas pelos parlamentares. O chefe do Executivo Municipal garantiu que não sabia de qualquer esquema ou armação por parte das empresas que venceram as licitações e estavam executando as obras do Programa na Capital. “Se houve combinação das empreiteiras, tudo feito fora dos muros da Prefeitura de Cuiabá”, reforçou o prefeito. No entanto, ele também assegurou que a prefeitura não vai se isentar em investigar a participação de servidores e funcionários no esquema de combinação apontado pela Polícia Federal. “Se houve participação de agentes públicos, eles serão investigados”, afirmou Wilson, destacando que já determinou ao novo procurador-geral Ussiel Tavares a abertura de sindicância interna para apurar o envolvimento de servidores. Questionado pelo vereador Lúdio Cabral (PT) se recebeu recursos das empreiteiras vencedoras das licitações durante a campanha eleitoral do ano passado, o prefeito não foi incisivo. “Eu não sei informar isso. Mas, provavelmente não porque o grosso da minha campanha foi financiado pelo diretório nacional do PSDB”, argumentou Santos. Wilson também esclareceu que já está trabalhando para montar uma nova equipe de licitação. Ele afirmou que deve renovar toda a equipe responsável pelas licitações da Prefeitura. “Todos os cargos mais importantes serão renovados. Devem ficar só os funcionários mais burocráticos como secretárias e auxiliares administrativos”, ponderou o prefeito. Defendendo a execução das obras pelo Exército brasileiro, ele assegurou que as obras não ficarão paralisadas por muito tempo. “A garantia que as obras não serão prejudicadas é o nosso empenho”, finalizou o prefeito.

Edição EDIÇÃO 16967




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