Wilson minimizou as críticas contra Mendes durante debate
Nem mesmo a falta de correligionários para recepcioná-lo na frente do grupo Gazeta de Comunicação desanimou o candidato Wilson Santos (PSDB) que chegou para o debate prometendo a virada. O tucano foi acompanhado pelo prefeito da Capital, Chico Galindo (PTB), e não contou com o respaldo de nenhum Democrata, como o candidato a vice-governador Dilceu Dal Bosco (DEM). Depois de afirmar que o governo vem tentando barrar as investigações sobre o superfaturamento de R$ 44 milhões na aquisição de maquinários, Wilson anunciou para hoje uma entrevista coletiva em que promete tornar público um novo escândalo na atual administração estadual. Uma suposta dívida de R$ 155 milhões teria sido anulada pelo Estado em benefício de uma indústria de fertilizantes. Essa indústria tem negócios íntimos com pessoas do atual governo, denunciou o tucano, convidando. A única crítica feita por Wilson a Mauro Mendes (PSB) veio quando o candidato tucano perguntou se mudou alguma coisa de 2008 pra cá, já que na última eleição municipal o governador foi coordenador de campanha do socialista então candidato a prefeito pelo PR. No palanque do Mauro tinha Carlos Bezerra (PMDB), Pedro Henry (PP), José Riva (PP) e Valdebran Padilha, relatou Wilson, ao questionar o discurso adotado por Mauro de aversão à velha política. O segundo debate televisivo entre os candidatos a governador de Mato Grosso também revelou certa cumplicidade entre Wilson e Mauro que reclamou da saúde em Cuiabá, mas poupou o tucano da responsabilidade afirmando que, em suas viagens, tem percebido que a reclamação é generalizada. O governo de Mato Grosso não construiu nenhum hospital regional e não consegue tocar os hospitais que já existem. Eu proponho a construção de seis novos hospitais regionais criando uma infraestrutura hospitalar no interior, disse Wilson. (JC)