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Quarta-feira, 03 de Julho de 2013, 21h:14

VLT

Wallace ameaça cassar alvará de obra

Prefeito diz que empresa responsável por empreendimento não tem cumprido acordo de recapear ruas e avenidas que servem como desvio em Várzea Grande

LORENA BRUSCHI
Da Reportagem
O prefeito de Várzea Grande, Wallace Guimarães (PMDB), afirma vai cassar o alvará que aprovou a construção do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) na cidade, caso a empresa responsável pela obra não cumpra com o acordo de recapear as vias que servem como desvios e rotas alternativas. “A Justiça tem o poder para cancelar o alvará dessa construção. Eu só não fiz isso ainda, porque eu tenho certeza que prejudicaria a população de Várzea Grande”, ponderou o peemedebista sobre a possibilidade de paralisação judicial dos empreendimentos. Mesmo sendo filiado ao partido do governador Silval Barbosa (PMDB), principal defensor das obras, que visam à realização da Copa do Mundo de 2014 no Estado, Wallace lançou críticas à aplicação do “generoso” orçamento destinado à construção do VLT na segunda maior cidade de Mato Grosso. “Uma empresa do porte desta que está construindo o VLT, com o recurso de R$ 1,4 bilhão não faz nem o que é contratual?!”, reclamou o prefeito, que ainda reiterou que o município não vai aceitar pagar a conta pela “irresponsabilidade de determinadas empresas que não querem cumprir suas cláusulas contratuais”. Titular da Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa), Maurício Guimarães diz que o prefeito pode cassar o alvará da obra como uma medida administrativa, sem a necessidade de intervenção judicial. No entanto, garante que não será necessária nenhuma medida neste sentido. Segundo ele, a empreiteira responsável pela obra já foi notificada pela Pasta e iniciou o recapeamento ontem (3). O compromisso do consórcio, conforme o secretário, é manter sob condições de tráfego as avenidas 31 de Março e Izabel Pinto – utilizadas como acesso aos trechos em obras. Já a recuperação das demais vias que podem servir como rotas alternativas ficou sob responsabilidade da prefeitura, o que faz com que a exigência contratual sobre a CR Almeida – empreiteira responsável pela implantação do VLT - seja relativamente pequena, na avaliação de Wallace. O prefeito afirma que vive um verdadeiro dilema para conseguir consertar todo o asfalto danificado da cidade, problema este que, segundo ele, foi ampliado pela empresa que não vem cumprindo o contrato que previa a ação “tapa buracos” no entorno das obras. O principal motivo das críticas de Wallace é o grande número de denúncias recebidas pelo Executivo Municipal. Ele cita como exemplo a Avenida 31 de Março, um dos principais alvos de reclamações dos várzea-grandenses. As obras do VLT realizadas Várzea Grande são a do viaduto do aeroporto e a trincheira do quilômetro zero, na Avenida da FEB. Ambas devem viabilizar a condução do esperado grande número de turistas que acompanharão a Copa em Mato Grosso.

Edição EDIÇÃO 16963




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