Por maioria os vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá rejeitaram o pedido de cassação do presidente do legislativo, vereador Lutero Ponce (PP). Dos 19 vereadores, 14 se posicionaram contra o pedido. O vereador Lúdio Cabral (PT) foi o único a votar pela manutenção do requerimento. A sessão contou ainda com a abstenção de voto do vereador Domingos Sávio (PMDB). Dois parlamentares estavam ausentes: Enelinda Scalla(PT) e Ivan Evangelista (PPS). As faltas foram justificadas com aviso de viagem e licença médica, respectivamente. O requerimento contra o parlamentar foi protocolado na Casa de Leis na última sexta-feira (15) pelo diretório municipal do PT. Lutero foi acusado de ter participado, como primeiro-secretário do legislativo, de possíveis irregularidades cometidas durante a gestão da então vereadora e hoje deputada estadual Chica Nunes (PSDB). Inconformado com a decisão dos parlamentares, o diretório municipal do PT afirma que irá buscar outros meios para assegurar o afastamento de Lutero da presidência do Poder. Vou sentar com a assessoria jurídica para analisar o caminho que vamos seguir para assegurar o afastamento do presidente Lutero. O que os vereadores conseguiram foi votar contra a abertura de uma comissão processante. Na verdade não precisa nem investigar. A prova está lá. Os ordenadores de despesa pagaram nota fria, acusou. Segundo Jairo, o voto do vereador Lúdio Cabral seguiu orientação do diretório municipal do PT. Cabral afirmou ter votado a favor da cassação de Lutero por uma questão de disciplina partidária. Contudo, disse que a decisão não foi tomada em reunião da legenda nem mesmo compartilhada entre membros do PT. O vereador classificou a atitude da legenda de precipitada. Não tenho participado de reuniões da executiva municipal. Nem sequer tenho sido convidado. Só tomei conhecimento do teor do requerimento durante a sessão. Mas meu voto segue a disciplina do partido, justificou. Lúdio afirmou ainda não estar arrependido do apoio dado a Ponce durante o processo de disputa a mesa diretora do legislativo municipal em 2006. Lúdio teve o aval do partido para apoiar Lutero Ponce, que na época se comprometeu a promover mudanças no Regimento Interno do Poder além de buscar a transparência das ações na Casa de Leis. A abstenção do vereador Domingos Sávio (PMDB) foi justificada pela ausência de investigações. "Como vou julgar, se não foi investigado? Por isso, defendo a criação de uma CPI para investigar a gestão da Câmara Municipal".