Primeira Página
Sexta-feira, 19 de Dezembro de 2014, 22h:42
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TERRA PROMETIDA
Vereador é preso dentro da AL
ALLINE MARQUES
Da Reportagem
Mesmo sabendo que estava com um mandado de prisão em aberto há pouco mais de 20 dias, o vereador de Itanhangá Silvestre Caminski (PPS) veio a Cuiabá participar de uma audiência pública para discutir a regularização fundiária com transmissão ao vivo. O resultado foi deixar o prédio da Assembleia Legislativa acompanhado de dois agentes da Polícia Federal e encaminhado para a Superintendência, de onde foi levado para o presídio. O mandado de prisão estava em aberto desde a deflagração da Operação Terra Prometida, no dia 27 de novembro, e Caminski contou durante a audiência que nunca fugiu da polícia. Ele disse que no dia que os agentes federais foram à sua residência, que inclusive fica localizada no assentamento Itanhangá, ele não estava e seus filhos assinaram o documento. O mandado foi expedido pelo juiz federal Fábio Henrique Rodrigues de Moraes Fiorenza. Os policiais chegaram à Assembleia e foram até a Presidência para informar sobre o cumprimento do mandado. Em seguida, o deputado federal Nilson Leitão (PSDB), que presidia a audiência, foi informado da presença da PF no local. Ele leu o documento durante o evento que contava com a presença de vários produtores rurais da região e gerou manifestação dos que estavam presentes. Os participantes queriam inclusive acompanhar o vereador até à Superintendência da PF, mas os parlamentares presentes, dentre eles, Ezequiel Fonseca (PP), José Domingos Fraga (PSD) e Wellington Fagundes (PR), conseguiram conter os ânimos. Ao deixar a tribuna, na qual discursou inclusive sobre arbitrariedade da Operação Terra Prometida, o vereador foi acompanhado dos deputados e dos agentes, que foram discretos e inclusive não usaram as algemas. Ele saiu pelos fundos da Assembleia também para evitar a exposição da imagem, já que o evento era acompanhado pela imprensa. Caminski está no segundo mandato e nas eleições de 2008 constou em declaração de bens o lote no assentamento no valor de R$ 200 mil. De acordo com as investigações, ele teria participado de fraudes, crimes ambientes e invasão de terras públicas. Além disso, ele é acusado de ter forte influência no Sindicato Rural, do qual já foi da diretoria, e manter relações espúrias com o Incra.