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Quinta-feira, 05 de Agosto de 2010, 20h:42
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Tribunal dá aval para Riva disputar a reeleição
Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) aprovou ontem o registro de candidatura do deputado José Riva (PP). Os membros do Pleno acompanharam o voto do relator, desembargador Márcio Vidal. Ele foi favorável a homologação da candidatura do progressista argumentando que não pesava contra o candidato requisito de inelegibilidade no ato do registro. Durante a sessão, a defesa do deputado, que busca o quinto mandato , expôs os argumentos oralmente. Na semana passada, José Riva foi cassado por suposta compra de votos e caixa dois, no município de Santo Antônio de Leverger, durante as eleições de 2006. Apesar disso, sua candidatura estaria amparada pelo parágrafo 10, do artigo 11 da Lei nº 9504. A condenação ocorreu após o registro de candidatura, não podendo retroagir para prejudicar o candidato. Da eleição de 1994 para 2006, Riva saiu de oito mil votos para mais de 80 mil. Isso mostra que o candidato tem serviço prestado que é confirmado com o número crescente de eleitores, sustentou a defesa. O procurador Regional Eleitoral, Thiago Lemos, emitiu parecer contrário à aprovação do registro do candidato. Segundo o Ministério Público Eleitoral (MPE), a cassação do diploma de Riva o enquadra na Lei Complementar nº 135/2010 a famosa Lei da Ficha Limpa -, acarretando sua inelegibilidade pelo prazo de oito anos a contar da data da eleição em que ocorreu as supostas irregularidades. Embora a cassação do diploma de José Riva tenha se efetivado por decisão Colegiada, sua defesa avalia como sendo de 1º grau. Ele irá recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Ficha Limpa prevê que candidatos que tiverem condenação criminal por órgão colegiado, ainda que caiba recurso, ficarão impedidos de obter o registro de candidatura, pois serão considerados inelegíveis. Apesar da posição contrária do Ministério Público, o voto do relator foi acompanhado pelos outros cinco membros da Corte. São eles: Samir Hammoud, Sebastião de Arruda Almeida, Jorge Luiz Tadeu, Samuel Dalia e César Bearsi. Para o deputado Riva, a decisão só aumenta a vontade de continuar exercendo um cargo público. "Não havia motivos para meu registro ser indeferido. Como disse desde o começo, confio na justiça e vejo que ela está sendo aplicada de forma ilibada e correta", disse, por meio de assessoria. (JC)