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Terça-feira, 29 de Dezembro de 2015, 21h:29

CUIABÁ

Treze vereadores devem mudar de partido

Com a janela partidária aprovada pelo Congresso Nacional, mais de 50% do Parlamento Cuiabano deve ter mudança nas bancadas partidárias

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
A janela para troca de partido promete movimentar o cenário político de Mato Grosso a partir de janeiro. Com a aprovação do projeto de lei por parte do Congresso Federal, os políticos detentores de mandato eletivo poderão trocar de partido sem perder o mandato. A medida beneficia principalmente os vereadores, tendo em vista a eleição municipal do próximo ano. Desta forma, os interessados em mudar de partido poderão migrar de sigla entre 1º a 30 de abril do próximo ano, ou seja, seis meses antes da eleição. O prazo também vale para aqueles que têm o interesse de se filiar em uma legenda para disputar uma eleição. Mesmo antes da aprovação, a medida já estava provocando um corre-corre entre aqueles que desejam aproveitar a janela para poderem trocar de partidos sem serem atingidos pela regra da fidelidade partidária. Na capital, por exemplo, 13 dos 25 vereadores que compõem o Parlamento Cuiabano avaliam a possibilidade de mudar de partido. Os motivos são variáveis como a justificativa de falta de espaço para concorrer o pleito do ano que vem, bem como falta de estrutura partidária e até mesmo o desejo de costurar alianças com caciques políticos partidários. O PDT, por exemplo, deve perder toda a sua bancada de vereadores. Adevair Cabral e Renivaldo Nascimento afirmaram que aguarda a abertura da janela para seguir o governador Pedro Taques e se filiarem ao PSDB. Incomodado com a postura governista do PTB à gestão do prefeito Mauro Mendes (PSB), o vereador Dilemário Alencar está de malas prontas para o PMDB, pois acredita que numa nova legenda pode ter mais êxito em seu projeto de reeleição. Com o esvaziamento do PR devido à iminente saída do senador Blairo Maggi para o PMDB, o vereador Chico 2000 tem sido assediado para ingressar no PSB e PMDB. O parlamentar tem avaliado com cautela essa possibilidade. Líder do governo no Parlamento, o vereador Leonardo Oliveira tem afunilado a ligação com o vice-governador Carlos Fávaro (PP), principal articulador do PL no Estado. A bancada do recém-formado Solidariedade (SD) também sofrerá revés. Conforme apurado nos bastidores, o vereador Wilson Kero-Kero planeja se filiar ao nanico PSL para disputar à reeleição em 2016. O vereador Paulo Araújo, que herdou mandato com a cassação de João Emanuel, planeja deixar o PSD para se filiar ao PP. A bancada do PSDB formada pelos médicos Ricardo Saad e Maurélio Ribeiro e a vereadora Lueci Ramos, por sua vez, segue inalterada. O mesmo ocorre com o PT representado por Allan Kardec e Arilson da Silva. A mudança partidária também é descartada pelos vereadores Oséas Machado (PSC), Adilson Levante (PSB), Faissal Calil (PSB), Haroldo Kuzai (SD) e o presidente do Legislativo, Júlio Pinheiro (PTB). Ainda mantém conversa nos bastidores para avaliar a possibilidade de mudança de partido os vereadores Lilo Pinheiro (PRP), Marcrean dos Santos (PRTB), Onofre Junior (PSB), Néviton Fagundes (PTB) e Toninho de Souza (PSD).

Edição EDIÇÃO 16967




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