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Terça-feira, 09 de Outubro de 2012, 21h:22
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ELEIÇÃO
TRE investiga falha na divulgação
Presidente do Tribunal, Rui Ramos, no entanto, garante a lisura do processo no domingo. Caso TSE determine, recontagem dos votos poderá ser feita
RENATA NEVES
Da Reportagem
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) está investigando quem foi o responsável pela falha que prejudicou a divulgação dos votos do candidato a prefeito de Cuiabá, Lúdio Cabral (PT), no último domingo (7). Embora admita o erro cometido pela Justiça Eleitoral, o presidente do TRE, desembargador Rui Ramos Ribeiro, garantiu a legalidade do processo e descartou a possibilidade de ter havido fraude no resultado da eleição. Os votos de Lúdio não foram contabilizados desde o início da apuração porque a situação do registro de candidatura do vice de Lúdio, advogado Francisco Faiad (PMDB), não havia sido atualizada. Ao invés de constar como deferido com recurso, seu registro constava no sistema como indeferido com recurso, por isso os votos destinados aos candidatos foram computados como nulos. Acompanhado dos demais membros do Pleno do TRE e do corregedor regional eleitoral, Marcelus Barbosa, Rui Ramos reforçou a confiança nos trabalhos realizados pela Justiça Eleitoral e assegurou a segurança das urnas eletrônicas, utilizadas em Mato Grosso desde 1996. Informou ainda que, assim que tomou ciência da falha, entrou em contato com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em diálogo direto com a presidente, ministra Carmen Lúcia, informou sobre o que estava ocorrendo na Capital e solicitou que os votos fossem registrados na instância superior para que a contagem pudesse ser retomada de onde havia parado. Diante da impossibilidade de realizar o feito, o TRE se viu obrigado a reiniciar a contagem do zero. Segundo Ramos, os nomes de todos os que requereram registro de candidatura são incluídos na urna eletrônica mesmo que tenham sido indeferidos e que todos os votos são registrados nos boletins de urna, expedidos após o encerramento dos trabalhos das sessões eleitorais. Nenhum dos que requereram registro são impedidos de serem votados. Se o registro de determinado candidato tiver sido indeferido, os votos destinados a ele são computados como nulos, mas não deixam de existir. Com base nas informações constantes nos boletins, segundo ele, é possível que os partidos políticos conheçam os resultados das eleições antes mesmo da Justiça Eleitoral, já que fiscais nomeados por eles acompanham a apuração e assinam os boletins após encerramento da votação, avalizando os trabalhos. Rui Ramos veio a público para esclarecer os fatos após a coligação Cuiabá, Mato Grosso, Brasil, formada pelo PT e PMDB, solicitar judicialmente a recontagem dos votos e a presença de membros do Tribunal Superior Eleitoral para acompanhar a apuração no segundo turno. Também foi requerida a suspeição da juíza da 1º Zona, Gleide Bispo dos Santos. A apuração dos votos no Centro de Eventos do Pantanal foi acompanhada por advogados e fiscais dos partidos e coligações, que, após encerramento dos trabalhos, assinaram uma ata concordando com o que havia sido feito. Não foi omitido nada a ninguém. Por que nenhum insurgimento foi apresentado naquele momento? O que ocorreu após o domingo que não era conhecido pelos representantes das coligações?, questionou Ramos. O presidente informou ainda que o Tribunal vai analisar todas as medidas judiciais apresentadas e poderá fazer a recontagem dos votos caso o TSE determine. A declaração de Ramos vem de encontro às afirmações feitas pela coligação do candidato petista, de que não lhe foi permitido acesso de forma mais detalhada à apuração das urnas. A assessoria do Tribunal apresentou fotos que atestam a presença do advogado da coligação no momento da apuração.