O líder do PRTB na Câmara de Cuiabá, Totó César, contestou ontem o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), e negou que tenha se oferecido para se filiar ao PSD, sigla que o deputado está criando em Mato Grosso. A gente respeita toda a história dele na política. E o parabenizo pela criação deste novo partido, mas jamais eu ou o Néviton Fagundes (PRTB) nos oferecemos para mudar de sigla, disse Totó, após a sessão de ontem. Reportagem publicada pelo Diário no início do mês revelou que Riva havia descartado a filiação dos dois vereadores. Eles estão sofrendo processo de expulsão por parte da direção nacional do PRTB. O presidente da Câmara Municipal, Júlio Pinheiro (PTB), confirmou que recebeu notificação da Executiva Nacional do PRTB anunciando a expulsão dos dois vereadores, e disse que está aguardando o comunicado oficial do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para fazer a convocação dos dois suplentes, Marcrean dos Santos e Jackson Messias. Ontem os dois parlamentares enviaram uma nota conjunta à imprensa alegando perseguição política do partido. Eles admitem que foram suspensos pela sigla partidária por não terem respeitado as ordens do PRTB, mas se revelam surpresos com o pedido de expulsão, logo em seguida. Mesmo assim, Totó insiste em dizer que houve um equívoco por parte da Executiva Nacional, e alega que está conversando para que as ações contra ele sejam anuladas. Mas o discurso dele é contraditório, pois enquanto ele afirma que houve equívoco, na nota à imprensa o parlamentar prefere criticar a atuação da Nacional. Ao mesmo tempo que apresentei defesa a tempo, o site do diretório nacional do PRTB trouxe matéria noticiando a expulsão dos vereadores dos quadros do partido e não houve desmentido. Das duas uma: ou a assessoria de imprensa do partido está equivocada, ou a decisão já estava tomada, o que caracteriza perseguição pura e simples. (HF)