O presidente municipal do PDT, Mário Márcio Torres, venceu a batalha na Justiça que assegura ao diretório de Cuiabá o direito de registrar os candidatos aprovados em convenção realizada pela sigla, no dia 28 de junho. O desembargador do Tribunal de Justiça (TJ) Guiomar Teodoro Borges negou ontem recurso impetrado por ala do PDT que tentava assegurar a legalidade da convenção realizada no dia 27 de junho, sob o comando da comissão provisória. Na data, Torres obteve liminar concedida pelo juiz João Ferreira Filho, da 20ª Vara Civil, que assegurou a restituição do diretório municipal até então sob intervenção da direção estadual. De posse do documento, Mário Márcio convocou novo ato político, no último sábado. O mérito do processo ainda será julgado. Porém, a decisão do magistrado serve para dar novo ânimo ao grupo do PDT ligado a Torres no Estado. A comissão provisória é integrada por membros do partido mais próximos do presidente do diretório regional, Otaviano Pivetta (PDT) responsável pela decisão de intervir no diretório municipal. O racha interno e a disputa pela validade das convenções não deverão provocar maiores dissabores, já que o prefeito Wilson Santos (PSDB) recebeu promessa de apoio nas duas convenções. A celeuma também não deverá acarretar prejuízos para os pré-candidatos. Assim como o prefeito, os pretensos postulantes à Câmara Municipal de Cuiabá também integraram as duas convenções. No entanto, a decisão do TJ não ameniza as agruras internas. Ao saber da decisão, Mário Márcio foi enfático: A Justiça decidiu em desfavor da ilegalidade e do aventurismo. Tentaram rasgar o estatuto e os anais do brizolismo em Mato Grosso e não conseguiram, disse. O diretório regional sustenta que a decisão de intervir no diretório municipal atendeu a pedido de pré-candidatos do PDT que estavam insatisfeitos com o processo de condução da aliança com o prefeito, sob o comando de Torres. (SF)