Em votação unânime, os desembargadores do Tribunal de Justiça aprovaram um reajuste de 5% aos próprios salários. Com o aumento, os subsídios dos magistrados passam de R$ 24.117 mensais para R$ 26.226. O valor a mais foi embasado na recomposição salarial concedida aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que desde 1º de janeiro passaram a receber pouco mais de R$ 28 mil ao mês. Isso porque a remuneração dos membros do TJ corresponde a 90,25% do valor pago aos membros da Corte superior. O efeito cascata ainda deve beneficiar os juízes estaduais. O reajuste concedido a eles varia de acordo com a carreira. Os magistrados de entrância especial, por exemplo, recebem salários 5% menores que o dos desembargadores. Já para juízes substitutos, a diferença é de 25%. Os membros do Pleno do TJ contam ainda com gratificações que chegam ao teto de R$ 11.254,90. Nelas estão inclusas os valores de férias não usufruídas após o acúmulo de dois anos, auxílio moradia e obras técnicas, este último destinado à compra de livros. Com o reajuste, os 30 desembargadores receberão, juntos, a quantia de R$ 1.124.400 por mês, valor que deve vigorar apenas até 31 de dezembro deste ano, já que o STF já tem definido o aumento que será concedido a partir do próximo ano. Em 1º de janeiro de 2014, o salário dos ministros subirá para R$ 29.462,25. Em 2015, o valor chegará à marca de R$ 30.935,36 ao mês. O aumento deste ano ainda é menor do que o pretendido pelos membros do Supremo. A proposta inicial enviada à Câmara Federal fixava a porcentagem de reajuste em 7,12%.