O pedido de aumento do duodécimo da Câmara Municipal de Cuiabá orçamento da Casa para 2013 foi julgado como improcedente pelo pleno do Tribunal de Contas do Estado (TCE) na manhã desta terça-feira (7). O pedido de esclarecimentos quanto à base de cálculo foi feito pelo presidente da mesa diretora, João Emanuel (PSD). O vereador alegava em pedido que a Contribuição para o Custeio do Serviço de Iluminação Pública (COSIP) deveria compor a base de cálculo da verba repassada ao Parlamento, aumentando assim, o orçamento da Câmara. A única possibilidade de alteração no duodécimo seria, contudo, se o orçamento estipulado inviabilizasse o funcionamento normal da Casa. O aumento já havia sido negado pelo prefeito Mauro Mendes (PSB) no mês passado sob o argumento de que não há margem orçamentária para elevar o valor. Um estudo realizado pela Procuradoria Geral do Município comprovou ainda que o limite constitucional de 4,5% está sendo respeitado. O conselheiro substituto Ronaldo Ribeiro de Oliveira não aceitou o pedido do Ministério Público de Contas de arquivamento e aprovou uma Resolução de Consulta documento elaborado para servir de referência sobre o tema em casos similares - que prevê como norma que o COSIP não é tido como tributo para base de cálculo do duodécimo. O COSIP não compõe a base de cálculo do repasse financeiro ao Poder Legislativo Municipal, pois trata-se de contribuição vinculada à finalidade certa e que não se enquadra no conceito de receita tributária definido pela legislação financeira, orçamentária e de contabilidade pública vigente, esclarece a resolução aprovada. A prefeitura de Cuiabá deve ainda manter o repasse previsto na constituição e não alterar o valor fixado na Lei Orçamentária Anual (LOA). O direito da Câmara municipal ao duodécimo restringe-se ao valor fixado no orçamento, desde que observado o limite constitucional, diz a redação do documento. Diante da Resolução de Consulta aprovada, João Emanuel afirmou que irá aguardar a publicação do acórdão para se reunir com a equipe financeira e ajustar as contas da Casa que deverão seguir sem aumento do orçamento. O Tribunal sequer incluiu na consulta o pedido do vereador de esclarecimentos sobre a Taxa para Municípios e Estados Exportadores como base de cálculo, pois, segundo a assessoria do Tribunal, a matéria ainda está em tramitação no Senado Federal. OTMAR DE OLIVEIRA/SECOM CÂMARA DE CUIABÁ LEG: João Emanuel vai reunir equipe para adequar despesas