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Sábado, 02 de Outubro de 2010, 19h:21

Taques e o combate à corrupção

O carro-chefe da campanha do ex-procurador Pedro Taques (PDT) é o combate à corrupção, através de mudanças na legislação brasileira. Ele defende, por exemplo, a limitação do mandato de presidente, governadores e prefeito em cinco anos e sem direito a reeleição. Mas a proposta que mais chama a atenção da sociedade mato-grossense é o fim da imunidade parlamentar. Para o ex-procurador, a imunidade funciona como uma blindagem para os políticos. Essa “regalia” é muito ruim para a democracia, pois os parlamentares sentem que não há impunidade, favorecendo a prática de crimes do colarinho branco, contextualiza o candidato. Diante de tantos escândalos de corrupção e, o pior, que ficam sem impunidade, Taques tem chamado a atenção pela proposta. Mas, se eleito, a tarefa não será fácil, pois a lei é feita pelos próprios políticos, e nem todos querem perder a regalia. A legitimidade de Taques para discutir tal assunto é calcada na sua experiência no Ministério Público Federal (MPF), do qual foi membro por 15 anos. Com grandes casos e operações no currículo, Taques ganhou popularidade quando, enquanto procurador-chefe no MPF em Mato Grosso, esteve à frente da operação Arca de Noé, que levou à prisão o bicheiro João Arcanjo Ribeiro, desmontado um forte esquema de corrupção em Mato Grosso. Além do combate à corrupção, outra bandeira de Taques é na área da educação. Professor universitário, no Senado, ele quer fortalecer o ensino nas modalidades da educação infantil, de jovens e adultos (EJA), indígena e profissional. Elem também promete lutar pela aplicação do piso nacional do magistério, melhores condições de trabalho e formação continuada ao professor. Outro assunto que representa o ex-procurador está ligado à área ambiental. Uma de suas propostas é a regulamentação das leis ambientais, que hoje chegam a 16 mil, causando burocracia, que prejudica tanto os produtores quanto o Estado, que deve defender seus recursos naturais. (ARF)

Edição EDIÇÃO 16966




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