Primeira Página
Segunda-feira, 30 de Abril de 2012, 21h:07
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CPMI
Taques e Jayme se reúnem amanhã
RENATA NEVES
Da Reportagem
Membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga as ações de Carlinhos Cachoeira, os senadores mato-grossenses Pedro Taques (PDT) e Jayme Campos (DEM) aguardam a reunião de amanhã (2), às 14h30, para definirem as sugestões e requerimentos que irão apresentar. No período da manhã, a comissão receberá do Supremo Tribunal Federal (STF) os 40 volumes do inquérito aberto para investigar o esquema liderado pelo contraventor Carlinhos Cachoeira e, à tarde, irá traçar seu plano de trabalho para as próximas semanas. Jayme Campos ressalta a importância de avaliar com cuidado todas as informações as quais a CPMI dispõem antes de definir suas ações. Vou analisar os requerimentos que já foram apresentados para só então definir o que irei apresentar. O primeiro passo, no entanto, será aprovar o plano de trabalho da CPMI. O democrata não quis adiantar quais sugestões pretende apresentar, porém, afirmou que serão feitas com responsabilidade. Não vou sair fazendo requerimento sem fundamento nenhum só para encher linguiça. A comissão deve ser bastante produtiva, por isso os trabalhos precisam ser executados de forma responsável. Assim como Jayme, Pedro Taques garantiu que irá atuar para assegurar o bom resultado dos trabalhos. Não adianta só fazer requerimento para aparecer na imprensa. Meu objetivo é fazer um trabalho técnico. Para isso, vou analisar todos os requerimentos apresentados e as informações que o STF irá encaminhar. Até a última sexta-feira (27), membros da comissão já haviam apresentado 167 requerimentos. Apesar da quantidade representativa, muitos têm como objetivos idênticos. A maioria deles sugere a convocação do próprio Carlinhos Cachoeira e do senador Demóstenes Torres (sem partido/GO). Outros preveem ainda as convocações do sócio majoritário da Delta Construções, Fernando Cavendish; do engenheiro Cláudio Abreu, ex-diretor-regional da Delta; do contador Geovani Pereira da Silva, apontado como tesoureiro do esquema de Cachoeira; dos governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT); do procurador-geral da República, Roberto Gurgel; e até do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot, também teve o depoimento solicitado por diversos requerimentos.