Diante da briga protagonizada pelos suplentes Edemir Xavier (PT do B) e Marcrean Santos (PRTB), o vereador Néviton Fagundes (PTB) decidiu antecipar seu retorno à Câmara Municipal. O parlamentar se licenciou por 60 dias para tratar de assuntos particulares, mas pediu para retornar ao cargo antes mesmo de completar 30 dias de afastamento, na tentativa de pôr fim às discussões pelo direito à sua vaga. Néviton Fagundes se licenciou atendendo a um pedido feito por Marcrean. Nos bastidores, comenta-se que o suplente teria ameaçado pedir o cargo do parlamentar, que trocou o PRTB pelo PTB do prefeito Chico Galindo. Na tentativa de evitar perder o mandato, Néviton se licenciou para contemplá-lo. Segundo informações, o acordo previa ainda o afastamento posterior do também dissidente Totó Cézar (PTB). Marcrean chegou a ser empossado na Câmara, no entanto, o plano traçado pelos vereadores foi prejudicado por Edemir Xavier, que afirma ser o primeiro suplente da coligação e, por isso, teria o direito à vaga. O pedido de retorno de Néviton deveria ser votado ontem, mas a apreciação foi adiada porque vereadores do PSDB pediram tempo para discutir o assunto antes de se pronunciarem. O Regimento Interno da Câmara estabelece que os parlamentares cumpram em sua integralidade o período de licença solicitado. O vereador tucano Paulo Borges defende que o regimento seja respeitado. Caso semelhante foi protagonizado pelo suplente de vereador Roosevelt Coelho (PSDB). Ele pediu licença e tentou retornar antes do prazo, mas teve seu pedido negado. Entendo que temos que manter a coerência, baseando-nos em decisões anteriores proferidas pela Câmara, para não sermos injustos com ninguém. Sendo assim, devemos votar contra seu retorno, ressaltou.