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Segunda-feira, 28 de Dezembro de 2009, 22h:54

DESAFIO

Suplente, Cintra quer vaga a federal

ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
Ele conseguiu apenas a suplência como vereador. Hoje, Sérgio Cintra (PDT) ocupa uma cadeira na Câmara Municipal de Cuiabá porque o titular da vaga, o vereador licenciado Adevair Cabral, saiu para comandar a Secretaria de Cultura do município. Agora, nas eleições de 2010, querendo alçar vôos maiores, Sérgio Cintra será candidato a deputado federal. Em 2008, para vereador de Cuiabá, ele conseguiu 2.063 votos. Com uma boa coligação, para ser eleito, um deputado federal precisa de, em média, 80 mil votos. Hipoteticamente, Cintra precisa conquistar mais 77.938 mil votos. Mas ele não considera a missão homérica, já que outros vereadores da Câmara Municipal de Cuiabá já conseguiram se eleger deputados federais direto da vereança. Caso do hoje deputado federal Valtenir Pereira (PSB), do ex-senador Antero Paes de Barros (PSDB) e também de Lino Rossi e José Augusto Curvo, o Tampinha. Além disso, na matemática política, para Cintra, é mais fácil se eleger para a Câmara Federal do que para a Assembleia Legislativa e Câmara Municipal. “Na Assembleia, são muitos nomes fortes. Já para vereador, o problema é outro: tem muito candidato, sempre vai ter um outro candidato que amigo ou até parente seu, nisso você perde muito voto, que são pulverizados”. Cintra assumiu a cadeira como vereador em agosto e deve ocupar o posto até abril, quando o dono da vaga volta. O rodízio entre titulares e suplentes faz parte de um acordo da sigla pedetista da Capital, firmado ainda na campanha eleitoral do ano passado. O PDT, base do governista do prefeito Wilson Santos (PSDB), fez pressão para conseguir mais uma Secretaria na administração cuiabana. Assim, Adevair foi parar na Cultura e Cintra no legislativo cuiabano por mais tempo do que ele imaginava. Cabral já anunciou que não pretende ficar por longo tempo na pasta. Ele enfrentou resistência da classe pelo modo como a cultura foi tratada em barganha política. Nesses prováveis nove meses em que permanecerá na Casa, Cintra julga que conquistará votos com o trabalho realizado. Entre os projetos de sua autoria, ele destaca a meia entrada para funcionários da rede pública da Capital em qualquer evento artístico; o tombamento do 44º Btalhão de Infantaria Motorizada (no bairro Goiabeiras); e a criação do primeiro crematório do Estado. Ele defende a cremação como alternativa para a poluição causada pelos cemitérios. O enterro é uma tradição cristã, majoritariamente a religião dos brasileiros, por isso o método não é difundido no país. “Com o tempo as coisas mudam. Como vantagem do crematório está a diminuição da contaminação dos lençóis freáticos pelos cemitérios e também é mais barato”. Professor há 36 anos de colégios da classe média, já deu aula para 40 mil alunos. “Se conseguir votos desse eleitorado já é um ótimo começo”, calcula. Sérgio foi o idealizador do Cuiabá Vest, criado pela prefeitura de Cuiabá, que atinge estudantes carentes.

Edição EDIÇÃO 16962




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