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Terça-feira, 13 de Setembro de 2011, 20h:23
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CORTES NO ORÇAMENTO
Sonegação pode estar acentuando crise
O deputado que a situação preocupante da evasão fiscal pode estar contribuindo para agravar a crise econômica no Estado
RENATA NEVES
Especial para o Diário
Os grandes índices de evasão fiscal registrados em Mato Grosso podem estar contribuindo para a situação preocupante em que se encontra a economia do Estado. Essa é a opinião do presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Riva (PP). Segundo o deputado, Mato Grosso chegou a um patamar de sonegação nunca visto antes. O subfaturamento nas notas é impressionante, ressalta. Além de denunciar as ocorrências, Riva contesta a posição tomada pelo governo diante da crise econômica enfrentada pelo Estado. A preocupação com o orçamento levou o governador Silval Barbosa (PMDB) a determinar o corte de 15% dos gastos com custeio da máquina e a redução total de custos em todas as secretarias. A medida visa garantir o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), já que a arrecadação de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) não está se realizando como previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2011. A previsão de arrecadação de ICMS de 2010 para 2011 era de 14%, mas as receitas ficaram aquém do esperado. Ao invés de fazer cortes, o deputado defende que o governo coloque em prática ações para combater a evasão fiscal. Temos que adotar medidas diferentes como, por exemplo, combater os sonegadores e propiciar àqueles que estão na informalidade a oportunidade de migrarem para a formalidade. Existe suspeitas de que os procedimentos adotados acabam, de certa forma, retirando recursos da saúde e da educação que seriam destinados aos municípios, disse Riva. Prevista para ontem, a visita do secretário estadual de Fazenda, Edmilson José dos Santos, à Assembleia Legislativa foi adiada e deve ser remarcada para o próximo dia 26. O secretário foi convocado pelos deputados a prestar esclarecimentos sobre a real situação da receita do Estado e as medidas adotadas pelo governo para conter a crise. Além disso, a cada quadrimestre a Secretaria de Fazenda apresenta na Assembleia Legislativa, em audiência pública o balanço dos gastos e receita do Estado. Os parlamentares estão preocupados com a possibilidade do corte ser estendido aos demais Poderes. Atualmente, o governo repassa 2% do total da receita corrente líquida ao Ministério Público Estadual (MPE), 1,23% ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), 1,77% à Assembleia Legislativa e 6% ao Judiciário para pagamento da folha. Há muito tempo não chegamos no prudencial. Agora estamos espremidos com 1,69%. Quando chega no prudencial, que é de 1,68%, somos obrigados a tomar providências, previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal. Se achegarmos a 1,77% termos que começar a demitir, alerta Riva.