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Primeira Página
Quarta-feira, 03 de Julho de 2013, 21h:14

PP

Solicitação da expulsão de Mauri deve ser protocolado

PRISCILLA VILELA
Da Reportagem
O Partido Progressista (PP) vai pedir a expulsão do secretário estadual de Saúde, Mauri Rodrigues, da agremiação ainda este mês. A afirmação é do secretário-geral da legenda, deputado estadual Ezequiel Fonseca. O motivo, segundo o parlamentar, seria a “falta de compatibilidade” do gestor com a sigla. Recentemente, Mauri venceu a queda-de-braço que acabou travando com a cúpula do PP sobre sua exoneração Pasta. O protocolo solicitando a expulsão será apresentado na próxima reunião partidária, conforme adianta Ezequiel. Segundo ele, Mauri “não pactua com os ideais do partido” sequer atende aos telefonemas dos deputados, mesmo aqueles que pertencem a sua própria legenda. O PP está em guerra com Mauri desde que solicitou ao governador Silval Barbosa (PMDB) que ele fosse afastado da SES. Houve, inclusive, uma ameaça de debandada para a oposição, caso o pedido não fosse atendido. Porém, o chefe do Executivo decidiu manter o secretário, afirmando que a Pasta passava a fazer parte de sua cota pessoal de indicações e que cabia aos progressistas decidirem se realmente deixariam a base aliada ou não. Com o posicionamento enfático de Silval, o PP recuou da ameaça e entregou de vez a Saúde, explicitando que, a partir daquele momento, a sigla não se responsabilizaria sobre a atuação de Mauri. Diante disso, a legenda passou a negociar uma nova secretaria. As articulações foram consideradas uma estratégia do governo para que o PP não integrasse a ala oposicionista na Assembleia Legislativa. Os progressistas, por suas vezes, já adiantam desejarem permanecer no primeiro escalão. Ainda nesta semana deve ser realizada uma reunião entre a cúpula da legenda e o governador para amadurecer o debate sobre este novo espaço. Até o momento, nenhuma Pasta específica foi pleiteada. Ezequiel já antecipa, contudo, que o partido deve cobrar maior presença na secretaria que for definida. Isso porque, na SES, segundo ele, a sigla contava com menos de 10 cargos. “A secretaria de Educação é toda comandada pelo PT; a secretaria de Cidades pelo PSD; e nós tínhamos apenas 10 cargos”, reclama. Mauri ingressou na SES para substituir Vander Fernandes, exonerado por recomendação judicial. Com pouco menos de três de gestão, no entanto, o PP que o apontou para o posto exigiu sua demissão. Assim que foi solicitada a troca, cogitou-se até que o deputado tucano Guilherme Maluf assumisse a secretaria. Ele chegou a considerar a proposta, mas acabou rejeitando diante do desgaste que poderia prejudicar seus planos de reeleição em 2014. Outro cotado foi o deputado estadual Antônio Azambuja (PP). A substituição, no entanto, não foi aceita por Silval.

Edição EDIÇÃO 16962




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