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Sexta-feira, 23 de Março de 2007, 20h:36

SUPOSTAS IRREGULARIDADES

Sindicância termina na próxima semana

Comissão, formada por vereadores da oposição e situação, tem prazo para concluir investigações até a próxima terça-feira

ALEX FAMA
Da Reportagem/Sinop
O prazo para a entrega do relatório final da sindicância para investigar possíveis irregularidades na construção do novo prédio da Câmara de Sinop termina na próxima terça-feira (27). Determinada pela presidente do Poder Legislativo municipal, Sinéia Abreu (PSDB), a comissão formada por dois vereadores de situação e dois oposicionistas tiveram trinta dias para analisar contratos, planilhas de custo e pagamentos efetuados para a concepção da nova sede iniciada na gestão do ex-presidente e atual primeiro-secretário, Pedro Serafini, “Pedrinho” (PMDB). A comissão tem como presidente a vereadora Cleuza Navarini (PTB), relatora, Zuleica Mendes (PMDB) e membros Jorge Muller (PSDB) e Valdemar Júnior (PPS). Durante as investigações, nenhum dos parlamentares da comissão falou sobre as investigações com a imprensa. A vereadora Zuleica disse que nenhum membro da comissão iria falar algo até os trabalhos estarem concluídos. Há um mês, Sinéia deu todo o aval para a comissão investigar as despesas da construção do prédio. A presidente disse que a comissão teria à disposição uma empresa especializada para elaborar um relatório sobre a obra, para que esclarecesse todas as dúvidas levantadas em relação ao dinheiro gasto até agora. A medida adotada pela presidente aconteceu ao término da quarta sessão ordinária da Câmara. Sinéia lembrou que o ex-presidente anunciou que a obra da nova Câmara custaria R$ 1,160 milhão. No entanto, há a constatação de que já foram gastos R$ 1,085 milhão e a construção da nova sede ainda não chegou ao fim. “Constatamos ainda no balanço da Câmara que no dia 7 de fevereiro do ano passado, antes do início das obras e da realização da concorrência pública, houve um pagamento de R$ 4,9 mil, que se destinou à realização de aterro, no local da obra. Pagamento esse efetuado à mesma empresa que, posteriormente, veio a ganhar a concorrência”, afirmou. De acordo com a presidente, citando os controles internos da Casa, faltariam para o término da construção algo em torno de R$ 315 mil. Sinéia também alertou para a constatação no balanço interno de direcionamento da licitação para a empresa que fez o aterramento preliminar do terreno no qual está a nova estrutura. A presidente, em nenhum momento, quis dizer ou se referir a uma possível existência de irregularidades ou superfaturamento na construção do novo prédio. “Quem vai apurar a existência de irregularidades é a comissão. Queremos que se faça algo transparente”, ressaltou anteriormente. A disputa entre presidente atual e o ex-presidente começou na eleição para a Mesa Diretora da Casa, onde a candidata de oposição foi eleita.

Edição EDIÇÃO 16967




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