Apontado no relatório paralelo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do MT saúde, elaborado pela deputada estadual Luciane Bezerra (PSB), o Serviço Social da Indústria (Sesi-MT) emitiu nota rebatendo as acusações de ser um dos responsáveis pelo desvio de R$ 25 milhões do plano de saúde dos servidores estaduais. A entidade afirma que prestou serviço para o MT Saúde, mediante processo licitatório realizado em 2004, e que só interrompeu as atividades, em dezembro de 2005, porque o instituto não pôde arcar com a manutenção dos contratos. Após esses distratos, restou na relação Sesi-MT e MT Saúde um saldo remanescente referente a valores contratuais que não foram pagos pelo MT Saúde, diz trecho da nota. Diante da situação, a empresa afirma que ingressou com uma ação judicial de cobrança das obrigações contratuais assumidas pelo instituto. Tal processo tem, segundo o Sesi-MT, o intuito de receber os pagamentos pelos serviços efetivamente executados até a data de quebra de contrato. Ainda segundo a empresa, a questão tramita na Quinta Vara Especializada da Fazenda Pública de Cuiabá. Conforme o relatório elaborado por Luciane, 18 pessoas e duas empresas seriam as responsáveis pelo suposto desvio de R$ 25 milhões do MT Saúde. Além do Sesi, a Tempo CRC foi apontada. Já os nomes das pessoas não foram divulgados pela socialista. Entre os supostos crimes cometidos estão fraude em contratos, ausência de licitação e desvio de verba pública. Luciane diz ainda que outras eventuais irregularidades podem ter resultado no desvio de outros R$ 43 milhões, mas não há documentos que comprovem isto.