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Cuiabá MT, Segunda-feira, 22 de Junho de 2026

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Domingo, 23 de Julho de 2000, 19h:25

Serys defende o Programa de Saúde Familiar

A criação de um programa de saúde familiar está entre as metas contidas no plano de governo para a saúde pública defendidas pela deputada Serys Slhessarenko (PT), candidata à prefeitura da Capital pela coligação “Todos por Cuiabá. A parlamentar destacou que a principal característica do programa é integração do poder público com a saúde das famílias, principalmente carentes. A proposta de Serys é que uma equipe formada por cinco pessoas - médico, enfermeiro, auxiliar de enfermagem, agente de saúde e assistente social - fique encarregada pelo atendimento domiciliar ou médico-hospitalar de um determinado número de famílias. “A saúde dessas famílias será de inteira responsabilidade da equipe”, frisou. De acordo com ela, o programa é aplicado em outros Estados e vem obtendo sucesso. “Existem equipes no país que estão na fase de aperfeiçoamento do programa. Há aqueles que tentam agora diminuir o tempo de chegada da equipe, quando acionada, e o tempo do encaminhamento específico do paciente”, explicou. Para ela, a grande contribuição do programa é o trabalho preventivo de doenças e o acompanhamento médico direto do paciente. Entre outras vantagens, ela aponta a criação de um vínculo saudável entre as equipes de trabalho e a comunidade. Serys disse que a conseqüência desse programa seria também a diminuição no número de atendimentos que dispensaria uma simples ida ao Pronto Socorro de Cuiabá. Para a petista, um dos grandes vilões da saúde pública em Cuiabá é a descentralização do Pronto Socorro, através das policlínicas. Segundo Serys, a estratégia da prefeitura para desafogar o Pronto Socorro não funcionou porque faltam, além de estrutura de trabalho, o oferecimento de especialidades médicas, as mesmas encontradas no órgão. “A descentralização das policlínicas não funcionou porque não oferece condições de atendimento nas especialidades médicas, centralizadas no PS. A policlínica funciona hoje apenas como quebra-galhos”, criticou. A deputada classificou como terrível o atendimento no Pronto Socorro. Ela condenou as condições de trabalho, o número de leitos, o espaço para atendimento e o salário de enfermeiros, auxiliares e médicos. Serys assegurou que o problema da saúde deve ser tratado sob dois pontos de vista: do usuário e do servidor. “As providências nestas duas áreas vão desde a melhoria salarial, da capacitação de mão-de-obra, no oferecimento de atendimento de qualidade, até a garantia das condições mínimas de higiene e trabalho”, sugeriu. “Transparência nos gastos públicos relacionados à saúde e demais setores, mensalmente, também ajudam a população a ter mais confiança em seu administrador. O povo não gosta de ser tratado como bobo”, assegurou a candidata. (AP)

Edição EDIÇÃO 16967




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