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Segunda-feira, 13 de Outubro de 2014, 20h:40

PSD

Seremos oposição coerente, diz Riva

ALLINE MARQUES
Da Reportagem
Desafeto de Pedro Taques (PDT) e derrotado na eleição ao governo, o deputado José Riva (PSD) já avisou que o partido, com a segunda maior bancada da Assembleia, com quatro parlamentares, fará oposição e irá cobrar o cumprimento das propostas feitas pelo pedetista durante a campanha. Para amenizar, ele garante que os correligionários usarão da coerência para ajudar no desenvolvimento do Estado. De acordo com Riva, que é secretário-geral do PSD, a sigla não trabalhará para atrapalhar, mas fará oposição. “O PSD vai ser oposição, com coerência, para ajudar Mato Grosso. Vamos cobrar o cumprimento das propostas feitas na campanha, obviamente. Mas, vamos apoiar toda e qualquer iniciativa que o governador Pedro Taques tiver em favor do nosso Estado, como não poderia ser diferente. O nosso partido não vai atrapalhar em nada. Pelo contrário, vai contribuir”, garantiu. Apesar da orientação partidária, Riva afirma que os parlamentares terão autonomia para atuar na Assembleia Legislativa. Ele ainda respeita a decisão da sociedade que escolheu Pedro Taques e destaca que colocou sua candidatura para provocar um debate com a sociedade e provar que não é bandido, nem ladrão. Agora, depois de 20 anos na Assembleia, Riva encerra sua carreira política. “A população elegeu quatro deputados do PSD [Janaina Riva, Walter Rabelo, José Domingos e Pedro Satélite] para fazer oposição coerente e séria. Não queremos fazer diferente. Em que pese os nossos deputados tenham autonomia para atuar aqui, a recomendação do partido é para uma oposição coerente”, analisou. O PSD disputou a eleição para o governo do Estado primeiramente com o próprio Riva, que teve o registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por ser ficha suja. Posteriormente, sua esposa, Janete Riva, assumiu a candidatura, faltando 20 dias para o pleito eleitoral e teve pouco mais de 9% da preferência do eleitor. “Janete mostrou para o Estado que a gente não faz campanha só para ganhar, nosso objetivo era encerrar a campanha com dignidade, pelo menos tentar provocar o segundo turno, mas as vozes das ruas queriam a eleição do Pedro Taques e nós respeitamos”, avaliou. O momento é de análise das eleições, segundo Riva. “Cabe a nós nos debruçarmos sobre o resultado das eleições e fazer uma reflexão, porque tem muito a ver com os movimentos sociais que ocorreram nesse país. Naquela época, já tínhamos a clara demonstração de como seria o voto nessas eleições”, opinou.

Edição EDIÇÃO 16962




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