A executiva estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) indicou o nome da secretária-ajunta Rosa Neide Sandes para tomar frente da Secretaria de Estado de Educação (Seduc). A decisão foi comunicada ao governador Silval Barbosa (PMDB) nesta segunda-feira (7). A tendência é que a transição não tenha grande impacto, uma vez que a petista já atuou como titular. A indicação do nome de Rosa Neide, no entanto, foi cercada por resistência por parte de alguns deputados estaduais. Justamente por causa disso, a Executiva da legenda petista chegou a cogitar outras lideranças possíveis para assumir o cargo na Pasta. O deputado estadual Alexandre Cesar, o ex-vereador por Cuiabá Lúdio Cabral e o ex-deputado federal Carlos Abicalil chegaram a ser cotados pelo partido. Todos, no entanto, não demonstraram interesse pelo cargo. A mudança no comando da secretaria de Educação ocorre justamente quando o governo de Mato Grosso passa por um momento delicado: a greve dos professores da rede estadual, que já dura quase três meses. A vaga na Seduc ficou em aberto quando o ex-secretário, Ságuas Moraes (PT), foi convocado a assumir o cargo de deputado federal no lugar de Homero Pereira (PSD), que se aposentou para se dedicar exclusivamente ao tratamento de um câncer no estômago. Ságuas assumiu oficialmente o cargo na Câmara dos Deputados nesta segunda-feira (7), mas acredita que sua saída da Pasta não representa um agravamento da situação. Não havia assumido antes porque achei que encontraríamos uma solução para o problema dos professores. Saí agora porque chegamos ao limite e não conseguimos avançar nas negociações, explica o ex-secretário. Mesmo tendo sido o responsável por estar à frente dos diálogos com a categoria, o agora deputado federal entende que tudo permanecerá do mesmo modo. Sou só um a menos para ajudar, minimiza. Ságuas adianta ainda que seu foco na Câmara será permanecer na área em que atuou até então no governo. Ele, porém, não pode fazer parte da Comissão de Educação neste ano, uma vez que todos os cargos já estão ocupados. Vou dar continuidade ao trabalho que já faço. Lutar pela aprovação do Plano Nacional de Educação, por exemplo, que deveria estar em vigor desde 2011. Tudo que você passa te credencia para o que você pode vir a fazer, avalia o deputado.