A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado interrompeu ontem e adiou a sabatina do advogado Jefferson Luis Krachychyn, indicado pela OAB à recondução do cargo de conselheiro CNJ (Conselho Nacional de Justiça). A decisão partiu de um requerimento do senador Pedro Taques (PDT-MT). Parlamentares integrantes da Comissão se mostraram insatisfeitos com as respostas do sabatinado frente a questionamentos sobre denúncias de violação de sigilo e vínculo a um escritório de advocacia. Segundo Taques, o adiamento do exame visa dar aos senadores mais tempo para esclarecer denúncias enviadas por um desembargador de Minas Gerais e apresentadas pelo senador Demóstenes Torres (DEM-GO). Jefferson Luis Krachychyn é acusado de ter violado sigilo e divulgado seu voto à imprensa antes da conclusão de processo. Kravchychyn também foi questionado quanto à manutenção de seu nome e foto no site do escritório de advocacia de seus filhos. O conselheiro, entretanto, afirmou ter se licenciado do escritório. O senador Pedro Taques perguntou se ele atendia clientes neste escritório. Utilizo a OAB de Santa Catarina para atender meus clientes, respondeu o candidato. As considerações do advogado, entretanto, não foram suficientes para convencer os parlamentares. Não me sinto habilitado para votar. Desta forma, requeiro a suspensão da sabatina para que possamos buscar mais informações sobre os questionamentos, afirmou Pedro Taques. Subscrito pelos demais senadores, o requerimento adiou a sabatina do indicado para a próxima quarta-feira (29). Jeffersom Kravchychyn foi um dos quatro candidatos ao CNJ sabatinados hoje na CCJ. Foram aprovados pelos membros da comissão: o promotor de justiça Gilberto Valente Martins e os juízes José Guilherme Warner e Carlos Alberto Reis de Paula, além do desembargador Ney José de Freitas. (Com Assessoria)