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Sexta-feira, 06 de Março de 2009, 20h:02
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DISCUSSÃO INTERNA
PT debate com líderes nacionais o PED
O ex-ministro José Dirceu e o atual ministro da Previdência, José Pimentel, são convidados pela grupo Construindo um Novo Brasil
SONIA FIORI
Da Reportagem
Líderes do PT de Mato Grosso iniciam hoje os debates sobre a disputa interna na sgila. O Processo de Eleições Diretas (PED) está marcado para o dia 22 de novembro deste ano, quando serão eleitos os novos presidentes das direções nacional, dos estados e municípios. Os planos para 2010 também entram em fase de discussões durante o seminário estadual, que será realizado, às 13h30, na Capital. Estão confirmadas as participações do ex-ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu e ainda do ministro da Previdência Social, José Pimentel. O evento, que ocorre na Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM), é coordenado pela correte do PT Construindo um Novo Brasil ala liderada no Estado pelos deputados Carlos Abicalil, Alexandre Cesar e ainda ao secretário estadual de Educação, Ságuas Moraes. Defensor da reeleição de Abicalil no comando do Partido dos Trabalhadores, Alexandre destaca os resultados obtidos pelo líder da sigla comprovados nas eleições municipais. No entanto, os debates sobre a disputa interna terão afunilamento maior nos próximos meses, já que a inscrição para a eleição do diretório estadual está prevista para julho. Com a posição da senadora Serys Slhessarenko (PT) de não disputar a eleição, a corrente do PT ligada a ela escolheu o nome do secretário-geral do diretório regional, Jairo Rocha, como pré-candidato à presidente da legenda de Mato Grosso. Segundo o deputado, José Dirceu e José Pimentel deverão impulsionar os debates relacionados à sucessão nacional. O nome da ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é a grande aposta do partido para a disputa à presidência da República. Ao analisar o quadro local, Alexandre chamou a atenção para a necessidade de a legenda analisar, criteriosamente, as reais condições de lançar ou não um candidato ao governo do Estado. Alexandre criticou a decisão do PT de Mato Grosso referente às eleições de 2006 quando a senadora Serys Slhessarenko disputou a chefia do Palácio Paiaguás. O resultado das eleições de 2006 foi desastroso, foi pior que o resultado de 2002. Isso aconteceu porque o PT só contou com apoio de partidos pequenos como o PCdoB, PTdoB e Prona. Ficamos num isolamento e por isso é preciso analisar as condições de lançar um candidato ou então até de vir a apoiar outra legenda. Vamos debater o melhor caminho, frisa. Alexandre foi mais além ao destacar que seu grupo não quer o PT no gueto. Na próxima semana a executiva do Partido dos Trabalhadores se reúne com a direção do PR de Mato Grosso. Na pauta: as costuras políticas para o próximo pleito. Depois da desistência do diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot (PR) de pleitear a liderança majoritária, os republicanos optaram pela ampliação das discussões sobre o processo sucessório do Estado.