O PSDB foi o partido mais fortalecido na última eleição e além de estar prestes a receber o governador Pedro Taques (PDT), os tucanos querem se reforçar para as eleições municipais e fizeram convites a 20 prefeitos com possibilidade de disputar a reeleição. De acordo com o presidente do PSDB em Mato Grosso, deputado federal Nilson Leitão, os diretórios municipais estão com a missão de fazer os convites e trazer novas lideranças para fortalecer a sigla no Estado. Na eleição de 2012, os tucanos elegeram apenas dois prefeitos: Chapada dos Guimarães e Bom Jesus do Araguaia. Porém, o prefeito de Chapada José de Souza Neves (PSDB) renunciou ao cargo e atualmente a sigla tem apenas Joel Ferreira (PSDB) no cargo de chefe do Executivo. O PSDB está fazendo convite para vários prefeitos, nós já convidamos, mas não podemos citar por respeito à base. Quero os municipais fazendo os convites e já fizemos para 20 prefeitos todos com condições de ir para reeleição, contou Leitão. Já com relação à eleição em Cuiabá, cidade em que o PSDB tem um histórico de sucesso nas disputas, com exceção do último pleito que saiu derrotado pelo PSB com Mauro Mendes, o tucano ressalta que houve uma proximidade com a sigla socialista durante a campanha para o governo, mas adianta que a decisão sobre uma possível aliança será do diretório municipal. O grupo político liderado pelo governador trabalha para tentar reeditar a aliança nos municípios e já discute a possibilidade de apoiar Mauro Mendes para reeleição. Leitão explica que antes de qualquer decisão deverá conversar com as lideranças partidárias da capital como Thelma de Oliveira, Ussiel Tavares, Carlos Avalone e lembrou ainda que a legenda tem o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Guilherme Maluf, e o líder do governo, deputado Wilson Santos, que deverão estar à frente do debate sobre a disputa na capital. Leitão adianta que a sigla não é apegada ao poder e irá tomar uma decisão estratégica. Já provamos que não somos agarrados ao poder, ficamos 12 anos na oposição. A decisão será para uma estratégia de futuro e não de poder, afirmou.