O candidato ao Senado Rogério Salles (PSDB) teve um corte em seu programa eleitoral que ia ao ar nesta segunda-feira (15). O corte foi feito pela Justiça Eleitoral por conta das críticas feitas pelo tucano ao projeto de autoria do deputado Wellington Fagundes (PR), que prevê a divisão de Mato Grosso para a criação de mais dois estados. O projeto de Wellington apresentado na Câmara Federal em 2003 foi amplamente divulgado na campanha do tucano. O republicano pediu a retirada do projeto de pauta em 2010. Em sua decisão pelo corte a juíza da propaganda eleitoral, Ana Cristina Mendes, destaca que a propaganda eleitoral em questão, indubitavelmente, induz a falsa ideia de que o candidato teria competência e legitimidade para o desmembramento do Estado. Segundo ela, a propaganda de Salles tem a tendência de criar no eleitor comum o entendimento de que, se Fagundes fosse eleito, poderia ser uma medida tomada em sua gestão, o qual acaba consubstanciar-se na criação de estado mental negativo em desfavor ao candidato. O programa da noite de Salles foi transmitido normalmente. GOVERNO O programa para governo do Estado foi marcado novamente por ataques dos adversários ao senador Pedro Taques (PDT). No programa da hora do almoço, José Marcondes Muvuca (PHS), José Riva (PSD) e Lúdio Cabral (PT) miraram o senador pedetista. Os candidatos falaram de um possível envolvimento de Taques na operação Ararath e questionaram os apoios recebidos pelo senador. À noite Taques rebateu as acusações: em seu programa, o pedetista questionou os motivos que levaram os adversários a fazer tantos ataques. Segundo o senador, a lista mostrada nos programas eleitorais de Riva e Lúdio não é da Polícia Federal. O candidato mostrou certidões da PF, do Ministério Público Federal e do Supremo Tribunal Federal (STF) que atestam que não há qualquer investigação contra ele e sua esposa, a advogada Samira Martins.