Por meio de nota, o ex-procurador-geral de justiça Paulo Prado rebateu as acusações e negou ter cometido atos de improbidade administrativa. Em férias desde o último dia 14, Prado se disse surpreso com a denúncia movida pelo promotor Mauro Zaque e declara que ainda não tomou conhecimento da ação. Mesmo assim, o procurador, que atualmente é chefe do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), afirmou que o colega cometeu um grande equívoco, conforme define. Eu não autorizei, enquanto procurador-geral de justiça, a locação do veículo para o servidor, nem determinei qualquer pagamento pela administração nesse sentido, alega Prado. O ex-chefe do MPE também argumenta que a ação perdeu o objeto, já que o seu ex-assessor, Paulo Müller, já foi exonerado da instituição. Mesmo assim, Paulo Prado garante que não houve ato de improbidade porque, segundo ele, não houve prejuízo ao erário, já que o MPE não despendeu qualquer recurso. Nem tampouco houve, de minha parte, ação ou omissão que violasse princípios que regem a administração. No entanto, Prado não explica, na nota, se a troca de favores caracteriza ou não vantagens ilícitas entre empresa e o órgão. (AA)