Filho de militar, Solano seguiu os passos do pai e primeiro fez parte da Polícia do Exército antes de servir por dez anos a Polícia Especial. O ingresso não foi tarefa fácil, exigia-se, além do bom desempenho físico capacidade intelectual com noções de Direito e Português. Os recém-ingressados eram subordinados de um Oficial Superior do Exército que comandava a Polícia Especial, que por sua vez pertencia à estrutura do Governo Federal e servia também para a segurança do presidente da República e outras autoridades. O horário da Polícia Especial facilitava a vida de quem estudava e, por isso, fui atrás de mais conhecimentos, revela. E foi esse espírito de dedicação que o levou ao terminar o Ensino Médio em colégio internato e ser aprovado na Escola Nacional de Educação Física no Rio de Janeiro. Lá, aprendeu a testar seus limites. Fiquei apaixonado por esportes e me aperfeiçoei em salto em altura. A paixão de desafiar limites levou a participação nas Olimpíadas Universitárias de Dortmund (Alemanha) em 1953. Na caixa de papelão que guarda fotografias dos tempos de militar também está o exemplar de um jornal que registra um feito histórico: o recorde obtido na prova de salto em altura que serviu de orgulho ao país. A nota diz o seguinte: A prova de salto em altura foi bem disputada apontando o vencedor Affonso Solano como o novo recordista brasileiro em prova universitária com a marca de 1m88, lembrando-se que o antigo recordista era Ícaro Castro de Mello. Na época ganhei uma medalha esculpida em carvão de pedra que serve para simbolizar a cidade de Dortmund, conhecida pela mineração, orgulha-se. (RC)