A prefeitura de Cuiabá iniciou as tratativas com o governo do Estado para a execução dos projetos da Copa Mundo de 2014. De acordo com o prefeito Chico Galindo (PTB), procuradores do município estão à disposição da Secretaria Extraordinária de Apoio Institucional às Ações da Agecopa e PAC, sob o comando do defensor público Djalma Sabo Mendes Júnior, para cuidar das desapropriações dos imóveis para as obras. Segundo o prefeito da Capital, são cerca de 300 desocupações, em sua maior parte, na região central. A medida irá afetar comerciantes que atuam há mais de 30 anos no centro de Cuiabá. São 300 desapropriação num universo de 550 mil habitantes. Não podemos impedir que o progresso chegue à nossa cidade. As pessoas deverão ter ciência que todos sairão ganhando, ponderou Galindo. O governo do Estado ainda não divulgou o montante reservado para pagar as indenizações aos proprietários afetados pelas obras. A secretaria de Djalma Mendes estuda reconduzir para outra região os comércios. A proposta ainda não foi concretizada. A secretaria estadual e os procuradores municipais terão canal direto com a Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal (Agecopa), encarregada das obras de infraestrutura e mobilidade urbana na capital mato-grossense. Como o município não tem recursos para ajudar nas obras, trabalharemos nas questões burocráticas. Os procuradores do município vão trabalhar em conjunto com o Estado para que os decretos de desapropriação sejam feitos com celeridade e atendendo ao interesse público, explicou o prefeito. O governador Silval Barbosa (PMDB) vem pedindo um esforço conjunto para o cumprimento de prazos da obras, fiscalizadas pela Fifa. O início das obras depende diretamente das desapropriações. A previsão é que primeiras obras sejam do BRT (corredores exclusivos para ônibus) e na Miguel Sutil. O desbloqueio, neste momento, possui caráter emergencial que vai permitir a fluência do trânsito enquanto as obras são executadas. Os corredores de Cuiabá serão construídos nas avenidas do CPA e Fernando Correa, que cortam a cidade.