A situação a cerca do espaço do Partido Progressista (PP) na administração estadual pode ser definida nos próximos dias. Lideranças da legenda se reúnem esta semana com o governador Silval Barbosa (PMDB) para tentar chegar a um consenso. Não chegamos a nenhuma solução ainda. Estamos aguardando uma posição do governador. Ele está tentando achar um espaço para nós em seu staff. O partido ajudou a elegê-lo e, como entregou a secretaria (de Saúde), quer outro espaço. A reunião devia ter acontecido na sexta-feira (5), mas por conta do evento (municipalista) foi adiada para esta semana. Esperamos ter uma resposta positiva, pontua o secretário-geral da legenda, deputado estadual Ezequiel Fonseca. Paralelo a isso, a sigla estuda a possibilidade de assinar o requerimento para instauração da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos medicamentos vencidos e do Fethab. No entanto, Fonseca nega que a medida seja para pressionar o chefe do Executivo. A questão das CPIs não tem nada a ver com a pressão ou com nos tornarmos oposição. São coisas diferentes. Com relação ao Fethab, fizemos um requerimento solicitando informações de como está o funcionamento do Conselho e estamos esperando a resposta para tomarmos uma posição definitiva. Já a questão da saúde, é o deputado Antônio Azambuja que está à frente, mas também não temos nenhuma definição até o momento, pondera. A criação da comissão dos medicamentos foi proposta por Ademir Brunetto (PT) logo após vir a público que vários remédios de alto custo venceram nas dependências da secretaria de Saúde do Estado. O petista chegou a conseguir o número necessário de assinaturas para que a apuração fosse iniciada, mas o deputado Airton Português (PSD) mudou de ideia no dia seguinte e retirou seu nome do requerimento. Caso as CPIs dos medicamentos e do Fethab sejam concretizadas, haverá duas comissões investigativas contra o governo do Estado na Assembleia Legislativa. Para que possam sair do papel, no entanto, as comissões ainda precisam aguardar a conclusão de uma das três que já estão em trâmite. A regra é prevista no Regimento Interno e vem protegendo o governo do perigo que as duas CPIs podem representar. (KA)