Nenhum político consegue manter todos os aliados ao seu lado quando está à frente de governo prolongado. Blairo perdeu e ganhou companheiros ao longo dos sete anos, mas com interessante detalhe: nunca mudou seus conceitos, jamais se desviou de problemas e não andou por atalhos. O posicionamento político se Blairo se confundia com sua administração, porque em nenhum momento ele deixava transparecer a questão política naquilo que executava. Assim, tocou um governo tranqüilo, que acertava no macro e não errava no varejo. A postura firme de Blairo foi decisiva para que Cuiabá fosse relacionada entre as subsedes da Copa do Mundo de 2014. Desde o momento em que o Brasil se candidatou a sede do Mundial o governador lançou o nome de Cuiabá, insistindo no título da Copa do Pantanal. Essa defesa foi reforçada pelo ex-presidente da Fifa, João Havelange; e pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira. A Copa do Mundo transformará Cuiabá. A cidade ganhará um conjunto de obras de infraestrutura que a mudará por completo. A economia cuiabana já sente os efeitos positivos, com o surgimento de empreendimentos da iniciativa privada. Blairo entrará para a história também com o título de Governador da Copa. Para gerir os negócios da Copa do Mundo o governo criou a agência Agecopa e impôs condição que seus dirigentes não tivessem filiação política para impedir a partidarização dos cargos. Dentre as atribuições da Agecopa a mais importante será a construção da arena multiuso Verdão no mesmo local onde se situa o velho estádio José Fragelli (Verdão) - onde serão realizados os jogos do mundial. Mato Grosso não duvida que o novo Verdão será um estádio espetacular. Os mato-grossenses conhecem a capacidade administrativa de Blairo e sua equipe. Exemplo disso é o Ginásio Poliesportivo Aecim Tocantins, em Cuiabá, um dos mais bonitos do Brasil e que com seu nome reverencia uma das reservas morais da política mato-grossenses, o professor Aecim Tocantins. (EG)