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Terça-feira, 13 de Março de 2012, 22h:28

UNEMAT

Por eleição, reitor pode renunciar

RAFAEL COSTA
Especial para o Diário
Com discurso de pré-candidato, o reitor da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), Adriano Silva, admite a possibilidade de renunciar ao cargo para concorrer à prefeitura de Cáceres nas eleições de outubro. “Se tudo estiver no conforme, renuncio ao meu mandato para disputar a eleição. Isso depende de viabilidade política, eleitoral e econômica. Tenho que analisar tudo muito bem para não ingressar em uma aventura”, destaca. Abertamente, Adriano Silva afirma que aparece bem pontuado em pesquisas do PMDB, partido ao qual é filiado desde 1999. Isso é um dos motivos que o impulsionam a encarar o novo projeto. Porém, ressalta que é necessário o aval de partidos que compõem a base aliada do governador Silval Barbosa (PMDB). “A minha vontade emocional é ser prefeito de Cáceres e auxiliar o município. Internamente, o PMDB está posicionado e entende que meu nome está bem avaliado. Agora, precisamos dialogar com PP, PSD, PSB e partidos da base aliada do Palácio Paiaguás para avançar”, declara. Questionado se o caminho mais viável seria desincompatibilizar-se do cargo ou renúncia, Adriano Silva ressalta que a segunda opção é a melhor trilha para evitar problemas jurídicos. “A legislação eleitoral é dúbia e dá margem para dois entendimentos. Um, de que devo me desincompatibilizar por 120 dias; e outro, que é a renúncia. Para não correr riscos de ganhar uma eleição e ser impedido de tomar posse, o correto seria a renúncia. Até o dia 6 de junho tenho que renunciar ao meu mandato para disputar as eleições de outubro”, revela. Quanto à gestão da Unemat numa eventual renúncia ao cargo de reitor, Adriano Silva acredita que os projetos não ficarão comprometidos. Um dos argumentos é o de que foi eleito para o cargo com o apoio de outros profissionais que poderão conduzir tranquilamente a gestão da instituição. “Confio muito no vice-reitor Dionei José da Silva, assim como em toda a equipe composta por pró-reitores, assessores e coordenadores de campi. Isso porque moldamos uma administração descentralizada na qual o reitor é somente uma peça da engrenagem que funciona. Quando falo em deixar a universidade, fico tranquilo porque tenho uma equipe muito bem montada e que vai continuar trabalhando em prol da Unemat”.

Edição EDIÇÃO 16964




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