Com o intuito de descartar a hipótese de motivação política para o atentado ao prédio da Câmara de Cuiabá, a Polícia Civil irá colher o depoimento dos vereadores Ricardo Saad (PSDB) e Toninho de Souza (PSD), que tiveram seus gabinetes atingidos por uma bomba caseira conhecida popularmente por coquetel molotov. A intimação chegou para os parlamentares no final da manhã de ontem (17). Eles devem se apresentar ao delegado responsável pelo caso na próxima semana. Apesar de o presidente do Legislativo municipal, vereador João Emanuel (PSD), acreditar que o atentado tenha sido um ato de terrorismo, os vereadores não trabalham com esta possibilidade. Para eles, o ocorrido não passou de um ato de vandalismo por parte de moradores de rua e usuários de entorpecentes da região central da cidade. Se mantiverem o entendimento durante o depoimento, Saad e Toninho podem auxiliar a polícia a afastar a hipótese de motivação política, que ainda não foi descartada por completo. Foram atiradas duas bombas caseiras nas janelas do prédio da Câmara na madrugada da última segunda-feira (13). Outras duas foram encontradas do lado de fora do prédio. Os artefatos eram feitos de querosene e gasolina, segundo a perícia policial.