Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão em Cuiabá e Várzea Grande e três mandados de condução coercitiva
KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
Empresários do ramo de construção civil foram conduzidos coercitivamente pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (2) durante a 11ª fase da operação Ararath. Trata-se de George Maluf, da GMS Construtora, e Marcelo Maluf (PSDB), da Construtora São Benedito. Todos foram levados para a sede da Polícia Federal em Cuiabá, onde prestaram depoimento. Logo após serem ouvidos, foram liberados. No total, foram cumpridos 48 mandados. Além das três conduções coercitivas, os agentes da Polícia Federal cumprem 45 mandados de busca e apreensão, sendo alvos 44 empresas e uma residência. Por conta do número vultoso, nem todos os mandados foram cumpridos. Eles foram expedidos pela 5ª Vara Federal da Seção Judiciária de Mato Grosso. Dentre os materiais que foram apreendidos estão documentos, mídias digitais, computadores, celulares e tablets. A ação conta com a participação de 90 policiais A 11ª fase da operação Ararath foi deflagrada com o intuito de colher provas sobre um possível esquema de lavagem de dinheiro que se dava por meio de aquisição de imóveis em nome de laranjas. Conforme investigações, os recursos utilizados para a compra eram oriundos de crimes financeiros e corrupção, investigados nas fases anteriores da citada Operação. Os imóveis teriam sido adquiridos em favor do ex-secretário de Estado Eder Moraes, do empresário Celson Luiz Duarte Bezerra de e outros investigados na Operação. Esta já é a 11ª da Ararath. A última ocorreu em dezembro do ano passado e culminou com a prisão de Eder. Ele teria violado por 92 vezes os termos da utilização de monitoração eletrônica nos últimos 60 dias. Se não fosse este fato, ele teria sido conduzido coercitivamente para colaborar com as investigações. A 10ª fase da operação Ararath apurou o desvio de cerca de R$ 313 milhões dos cofres do governo do Estado através da utilização de sistema financeiro clandestino. Na ocasião, foram cumpridos 47 mandados de busca e apreensão e feitas 18 conduções coercitivas. Além disso, a Justiça ainda autorizou o bloqueio de bens no montante de R$ 313 milhões.