Em defesa dos magistrados Manoel Ornelas e Pedro Sakamoto o primeiro por ter liberado os traficantes e o segundo por ter seu nome citado por um dos presos na Operação Assepsia - o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Orlando Perri, afirmou que há indícios que estelionatários teriam utilizado o nome de magistrados para vender sentenças sem o conhecimento deles. Desembargadores honestíssimos são colocados sob suspeita em razão de estelionatários que vendem prestígio que não possuem, disse Perri. Ele alerta ainda sobre o motivo da facilidade do assédio no meio judicial, que ele afirma ser impossível de se controlar. Ele conta que em uma decisão, quem se arrisca em um esquema, joga com 50% de chances de receber pelo crime. Se o juiz aceita, foi ele quem conseguiu, se ele recusa deu alguma coisa errada. E me parece que essa é a situação do Clodoaldo Pimentel, que acabou vendendo um prestígio que ele nunca gozou com o desembargador Sakamoto, complementa. Com pouco mais de um mês na presidência do TJ, Perri argumenta ainda que o desembargador Sakamoto até participou da decisão que revogou a soltura dos traficantes, emitida por Ornelas em janeiro deste ano. Se ele estivesse envolvido nesse esquema, como é que ele poderia voltar atrás, e votar contra a decisão do Manoel Ornelas, questiona o presidente. O Tribunal aguarda o recebimento dos autos para analisar a denúncia e definir se caberá sindicância apuração dos fatos, ou processo administrativo que determina a punição contra o servidor denunciado e pode culminar na demissão. O que importa ao judiciário é que nós não baixemos a guarda para a corrupção, considera. Ele afirma ainda que não se pode partir da premissa de que há magistrados suspeitos. Evidentemente se houver um indício de que qualquer magistrado esteja participando de qualquer ato ilícito, o TJ tomará providências.