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Sábado, 18 de Dezembro de 2010, 13h:32
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SEGUNDO MANDATO
Perfil do secretariado é mais político
O governador Silval Barbosa até o momento contempla os principais partidos aliados na Eleição 2010 com cargos no primeiro escalão
ANA ROSA FAGUNDES
Da Reportagem
O governador Silval Barbosa (PMDB) usa a típica frase política quem ajuda a eleger ajuda a governar para montar o secretariado da gestão que inicia em primeiro de janeiro. Pelas cogitações e confirmações dos nomes feitos até agora, o novo staff do governador tem perfil mais político do que técnico. Nenhum dos grandes partidos que ajudaram na reeleição, PR, PT, PP e o próprio PMDB, ficou de fora da lista. Das 20 principais secretarias, seis são cotadas para serem comandadas por deputados, sendo três estaduais e três federais. Na Secretaria de Cultura, as articulações são para que o deputado estadual João Malheiros (PR) assuma a pasta. Já Teté Bezerra (PMDB) ficará na secretaria de turismo e José Domingos Fraga (DEM) na recém-criada Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. Entre os federais, Pedro Henry (PP) já está confirmado na Secretaria de Saúde. Eleito para o quinto mandato na Câmara Federal, sendo o mais votado nesta eleição, Wellington Fagundes foi convidado para assumir a também recém criada secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana. Ele ainda analisa a proposta, mas a direção nacional do partido prefere que ele continue no cargo de deputado. Com tantos mandatos, o republicano já conhece os meandros políticos de Brasília e pode ajudar o partido, assim como o Estado. O deputado federal Eliene Lima (PP) também é sondado para assumir a Secretaria de Ciência e Tecnologia, pasta da cota do PP. Professor do Instituto Federal de Educação Tecnológica, o progressista tem o perfil indicado para o cargo. Mas também há a possibilidade do vice-governador, Chico Daltro, presidente do PP, voltar para a pasta. Ele esteve à frente da secretaria no segundo mandato do governo Maggi e foi muito elogiado pela gestão feita, pois conseguiu recursos federais e emplacar muitos projetos. O PT, até agora, tem como garantia a continuidade no comando da Secretaria de Educação, que nos últimos quatro anos, ficou sob o deputado estadual petista Ságuas Moraes, eleito deputado federal na eleição 2010. A definição depende de alas superiores para a acomodação do deputado federal Carlos Abicalil (PT), que concorreu ao Senado, mas não conseguiu se eleger. Se ele for convidado para um cargo no staff de Dilma Rousseff, fica por Brasília, caso contrário, irá para Secretaria de Educação. Professor, militante na área, Abicalil tem o perfil ideal para a pasta. Silval Barbosa ainda guardou espaço na sua composição de governo para os inimigos. O DEM vai ser beneficiado com a Secretaria de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar. Os Democratas formaram aliança com o PSDB, a oposição, nesta eleição, tendo o ex-prefeito de Cuiabá, Wilson Santos, como candidato ao governo. Porém, desde o início a aliança não foi em perfeita congregação. Apesar do empenho do principal líder da agremiação, o senador Jayme Campos, os militantes não entraram de cabeça no projeto. E quando viram que o barco afundava, o deixaram de vez e pularam para o lado de Silval Barbosa (PMDB). No Desenvolvimento Rural, ficará o democrata José Domingos Fraga. Mas mais do que contemplá-lo, o governador quer abrir brecha para que o deputado estadual Gilmar Fabris (DEM) que se manteve constante com o peemedebista, assuma a cadeira de deputado estadual, já que conseguiu apenas a primeira suplência nesta eleição.