Primeira Página
Quarta-feira, 23 de Junho de 2010, 22h:27
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Percival admite já implosão da aliança
JEAN CAMPOS
Da Reportagem
O deputado Percival Muniz (PPS), um dos idealizadores do movimento Mato Grosso Muito Mais, já admite a hipótese de implosão da aliança PSB/PDT/PPS e PV em decorrência da instabilidade das legendas que a compõem. Aparentemente decepcionado, ele desabafou. Luto para salvar o movimento. Mas não sei se consigo. Vamos resistir até a última hora, disse o parlamentar, na manhã de ontem, após sessão na Assembleia Legislativa. A crise no grupo se agrava diante da possibilidade de intervenção nacional no PDT que pode ser incluído no projeto político do governador Silval Barbosa (PMDB). Tal manobra tem aumentado a resistência de membros do PPS e do próprio PSB em relação à candidatura ao governo do empresário Mauro Mendes (PSB). O movimento está passando por muitas dificuldades. Problemas no PDT, no PSB. No PPS, conseguimos uma posição clara do presidente nacional Roberto Freire, que disse em reunião com Wilson Santos: Vá resolver com o Percival, narrou. Para ele, a autonomia do PPS chegou atrasada, no momento em que o projeto está fragilizado. Apesar dos entraves, Percival conta que, durante reunião na noite de anteontem, os líderes do movimento decidiram continuar com a aliança e levá-la para apreciação dos partidários nas convenções. Quanto mais problema aparece, mais Mauro Mendes se fortalece e sobe na preferência do eleitor, aposta. Na avaliação do deputado, o atual cenário coloca ao PPS duas alternativas: salvar o movimento ou seguir com o PSDB e DEM. Caso o partido siga a diretriz nacional de fortalecer no Estado o palanque do presidenciável José serra (PSDB), o socialista antecipa que pode ficar de fora da eleição. Eu não tenho condições de ir com o PSDB. Como é que eu vou fazer campanha pra Wilson depois de me expor dessa forma no movimento? Passamos seis meses nos digladiando. É até deselegante estar no mesmo palanque que ele, opinou Percival. Se mantida a aliança em torno de Mauro Mendes, ele não descarta figurar como o segundo candidato ao Senado. O pré-candidato ao Senado pelo PDT, Pedro Taques, segundo ele, aceitou a dobradinha. Muniz contou também que até o dia 30, data da convenção estadual, as discussões partidárias estão a cargo do deputado federal Eduardo Moura (PPS) e do secretário-geral do diretório regional da legenda, Antônio Carlos Máximo. Ele confessa que não imaginava que sofreria tanta resistência interna. O parlamentar reforça que se movimenta para manter o PDT e seu próprio partido na coligação. Contudo, não esconde as dificuldades que terá até o próximo dia 30. É pressão de todo jeito. Se derrotado, irei me voltar para casa e lamber minhas feridas porque não consegui, finalizou.