Enquanto a Polícia Federal realizava as prisões da Operação Pacenas, o prefeito de Cuiabá, Wilson Santos (PSDB), concedia entrevista em uma rádio de Cuiabá e garantia que a reportagem veiculada na Revista Istoé que falava sobre uma reunião de emergência entre o presidente Lula (PT) e o governador Blairo Maggi (PR) para tratar dos problemas do PAC de Cuiabá, era tendenciosa e sem fundamento. O tucano manteve o discurso de que não havia irregularidades, sobrepreço ou superfaturamento nas obras do programa em Cuiabá. Wilson assegurou não haver nenhuma irregularidade nas obras e que a reportagem da Istoé não ouviu o outro lado, neste caso, a prefeitura. Além disso, ele questionou a fonte daquela informação, que não foi divulgada pela revista. Mantendo o discurso de que as obras do PAC estão em sua normalidade, o prefeito da Capital mato-grossense reafirmou a tese de diferentes entendimentos entre a Controladoria-Geral da União e a Caixa Econômica Federal. Nós obedecemos todos os preços do governo federal, que são definidos pela Caixa Econômica Federal, reafirmou o tucano. Depois da entrevista do chefe do Executivo, a presidente da Sanecap Eliana Rondon e o coordenador das obras do PAC em Cuiabá, Aparecido Alves, iriam também conceder entrevista. Mas, os dois tiveram que deixar a rádio para uma reunião de emergência, depois que o Palácio Alencastro tomou conhecimento das prisões. (AA)