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Sábado, 28 de Dezembro de 2013, 13h:10
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SAÚDE
Pasta não espera avanço em 2014
Alvo de inúmeros problemas, a saúde em Mato Grosso não deve ter melhorias significativas em 2014. A afirmação é do secretário-chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf. Tudo ocorre de uma forma gradativa, que é plantada agora e depois se vê os resultados. Não podemos criar expectativa sobre muitos avanços, pois não teremos tempo, afirma. Nadaf reconhece os inúmeros impasses pelos quais a área passou, mas ameniza sustentando avanços como a ampliação do número de leitos, uma melhora nos atendimentos nas unidades geridas por Organizações Sociais de Saúde (OSSs) e a estadualização de hospitais do interior. Pontua ainda que o problema de repasses aos municípios foi sanado e que a falta de medicamentos é reflexo da judicialização da saúde. A grande maioria dos estados tem uma média de 95 remédios, nossa Farmácia de Alto Custo dispõe de 190 medicamentos. Em um Estado não economicamente fortalecido, isso é acaba comprometido, justifica. A troca de gestores na Pasta, conforme o chefe da Casa Civil, dá a impressão de que houve retrocesso. Ele, no entanto, sustenta que isso não aconteceu e que o governo se prepara para implementar todas as melhorias possíveis como a abertura de novos leitos de UTI e do Hospital Central, que, segundo ele, sairá do papel no ano que vem. O fato é que em três anos, a secretaria estadual de Saúde passou pela mão de quatro titulares. Destes, três são alvo de ações do Ministério Público sob acusação de improbidade administrativa. Pedro Henry, Vander Fernandes, Mauri Rodrigues e Augustinho Moro (que antecedeu os três primeiros) são acusados de descumprir ordens judiciais que determinavam atendimentos a pacientes. A Pasta também viveu um embate com as prefeituras devido à falta de repasses, que acumulou atrasos desde o ano de 2012. Outro destaque negativo foi a Farmácia de Alto Custo, que passou uma paralisação dos servidores, além de ser cenário do vencimento de centenas de medicamentos. Um prejuízo de R$ 2,8 milhões. (TA)