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Quarta-feira, 15 de Abril de 2015, 21h:53

Parlamentares desviaram o foco

Em determinado momento dos questionamentos ao ex-secretário de Estado, Eder Moraes, a respeito das obras do VLT, houve desentendimento dos parlamentares e uma rápida discussão e troca de ironias. O líder do governo na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Wilson Santos (PSDB), decidiu concentrar suas perguntas em questões relacionadas à Operação Ararath da Polícia Federal, o que levou à prisão preventiva de Eder Moraes cumprida no Centro de Custódia de Cuiabá. A primeira pergunta do tucano foi quanto à veracidade dos seus depoimentos na Polícia Federal, o que levou a uma resposta do depoente no sentido de não respondê-la. “Quero ficar preso aos assuntos do VLT, pois essas questões estão sendo tratadas na Justiça Federal”. O parlamentar ainda insistiu e revelou que, em depoimento à Polícia Federal, Eder Moraes declarou que o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) estaria vendendo terrenos públicos com valores irrisórios para favorecer agiotas com os quais teria contraído empréstimo financeiro. Antes de completar a pergunta, foi interrompido pelo deputado Oscar Bezerra (PSB), presidente da CPI, que o alertou de que o regimento interno do Legislativo prevê que as perguntas devem ser inerentes ao tema da investigação. “Peço que o senhor se concentre em perguntas relacionadas ao VLT, em que pese esses assuntos necessitarem de esclarecimentos à população”, disse. Em troca, recebeu como resposta uma ironia do tucano. “Tenho certeza que o Eder agradece essa sua fala, presidente”. Em seguida, o parlamentar gerou constrangimento ao afirmar que Eder Moraes teria ido passear na Assembleia Legislativa e responder só o que lhe fosse conveniente. Ainda sobrou tempo para perguntar se Eder Moraes não temia ser morto a exemplo do que aconteceu com o ex-secretário de Infraestrutura, Vilceu Marchetti, por ser considerado “arquivo vivo” da política mato-grossense. “Sei que muitos me amam e outros me odeiam. Tenho rezado muito com minha família para que nada nos prejudique, pois já estamos enfrentando diversas dificuldades”. O deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), não usou seu tempo para questioná-lo. Pelo contrário, decidiu elogiar a conduta de Eder Moraes enquanto secretário de Estado. “Sou testemunha de que o senhor tem seus defeitos e um deles é falar muito, mas o senhor tem grandes qualidades e não são poucas. Tenho a certeza de que, se o senhor tivesse ficado à frente das obras, a história seria outra”. Após o encerramento da fala, o deputado Oscar Bezerra solicitou que não fosse registrado em ata as declarações de Wilson Santos e Gilmar Fabris por não ter relação alguma com as obras do VLT. (R.C)

Edição EDIÇÃO 16967




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