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Segunda-feira, 05 de Março de 2012, 21h:35

ELEIÇÃO

Pagot nega ser candidato a prefeito

Republicano afirma que decisão deve ser discutida pelo partido, mas destaca que continuará atuando na iniciativa privada, no setor de logística

RENATA NEVES
Da Reportagem
Ex-diretor-geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Luiz Antônio Pagot (PR) negou ter interesse em disputar a prefeitura de Cuiabá e reafirmou que pretende se dedicar somente às atividades da iniciativa privada. “Esse assunto precisa ser discutido internamente pelo partido, mas considero a possibilidade muito remota. Estou voltado à elaboração de projetos de navegação, para melhorar a comercialização de produtos do médio norte do Estado e, por isso, dificilmente aceitarei ser candidato”, declarou. Segundo Pagot, a decisão de se afastar da vida pública já estava em seus planos antes mesmo da divulgação das denúncias envolvendo o Ministério dos Transportes, que resultaram em sua queda. “Eu já havia avisado que ficaria no Dnit somente até dezembro de 2011. Há anos estou me dedicando ao setor público e praticamente paralisei meus negócios. Preciso retomar minha vida na iniciativa privada. Além disso, estou chegando aos 60 anos e tenho que me dedicar à minha família”, justificou. Pagot ressaltou a necessidade de o partido definir um projeto político para as eleições municipais deste ano e disse que já solicitou uma reunião com a Executiva estadual para discutir o assunto. Como possíveis fortes candidatos, o republicano citou o secretário-extraordinário de Estado de Acompanhamento da Logística Intermodal de Transportes, Francisco Vuolo, e o segundo suplente do senador Blairo Maggi, Rodrigues Palma. Embora não confirme interesse na disputa, Pagot defende que o partido lance candidatura própria nas principais cidades do Estado. Apadrinhado político de Blairo Maggi, Luiz Antônio Pagot foi secretário de Estado de Educação e de Infraestrutura e chefe da Casa Civil durante o governo do republicano. Ele deixou a diretoria geral do Dnit em julho do ano passado, após a divulgação de uma série de denúncias sobre a existência de um suposto esquema de superfaturamento em obras públicas praticado no Ministério dos Transportes. Divulgadas pela revista Veja, as denúncias culminaram na queda do então ministro Alfredo Nascimento. Embora a presidente Dilma Rousseff (PT) já tivesse avisado que o afastaria do cargo, o republicano entrou de férias, o que impediu seu afastamento imediato do órgão. Dias depois, solicitou o cancelamento de suas férias e entregou sua carta de demissão. O ex-diretor chegou a passar por sabatina no Congresso Nacional. Mesmo assim, diz que não teve direito a defesa e critica a atitude da presidente Dilma. “A atitude da presidente prejudicou não apenas a mim e ao PR, mas a todo o Brasil. O Dnit ficou parado. Vai terminar o período de chuvas e teremos estradas esburacadas e sem contrato. Ela vai ter que pagar essa conta perante a população”, disse. Pagot defendeu ainda que o PR brigue para se manter no comando do Ministério dos Transportes e que sejam promovidas discussões internas sobre os prováveis nomes indicados pela sigla para o cargo.

Edição EDIÇÃO 16967




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