Oposição questiona valores da LOA 2011 em audiência
SONIA FIORI
Da Reportagem
Questionamentos a respeito da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2011, da ordem de R$ 1,348 bilhão, marcaram a audiência pública realizada ontem, na Casa de Leis, para debater a proposta. Um dos descontentes, o vereador Francisco Vuolo (PR) aponta falha na matéria em relação ao encontro de contas sob aval da prefeitura com empresas do ramo do transporte coletivo relativas ao passe livre. O encontro de contas é proibido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Na próxima segunda-feira será realizada a segunda audiência pública, a partir das 9h, para discutir a peça orçamentária. O posicionamento de vereadores na Casa de Leis indica dificuldades para o prefeito Chico Galindo (PTB) ter a matéria aprovada. Os parlamentares, que criticam a execução das emendas, reiteram a necessidade de o gestor participar de reunião, na próxima semana, para debater a LOA. Vuolo questiona ainda o aumento do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano), que deverá gerar o salto de R$ 29 milhões para R$ 49 milhões. Queremos saber onde esse incremento será aplicado. Isso deve ser especificado na LOA para que os vereadores possam acompanhar a execução e fiscalizar, disse. O parlamentar também apresentou emenda que reduz de 20% para 10% a margem de autonomia à prefeitura para remanejamento do orçamento. Na avaliação de Vuolo, a proposta irá assegurar aos parlamentares o acompanhamento de volume de recursos que requer melhor fiscalização. Ele destacou ainda falhas da gestão da Capital em relação ao APLIC sistema de lançamento de dados da administração que permite o acompanhamento das ações das secretarias municipais. A implementação do sistema é uma exigência do Tribunal de Contas do Estado. Vuolo acrescentou ainda que irá cobrar do prefeito, na segunda-feira, o envio à Câmara Municipal de mensagem que assegura a criação da secretaria municipal de Turismo. Segundo ele, Galindo se comprometeu a criar a pasta em 2011. A expectativa é de que o orçamento estimado da nova secretaria chegue inicialmente a R$ 3,5 milhões. Mas o valor pode ser ampliado com remessa de recursos federais e parcerias.