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Primeira Página
Segunda-feira, 30 de Setembro de 2013, 21h:33

MESA DIRETORA

Novo afastamento deve ser pedido

KAMILA ARRUDA
Da Reportagem
O clima de tensão retornou à Câmara de Cuiabá. Os vereadores da base governista devem apresentar um novo requerimento solicitando a destituição do vereador João Emanuel (PSD) do cargo de presidente da mesa diretora. O social-democrata foi acusado de corrupção ativa, junto com mais nove pessoas, pelo Ministério Público do Estadual (MPE), através do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco). Os 16 parlamentares da base governista na Casa de Leis se reuniram na tarde de ontem (30) para tratar do assunto, mas não quiseram adiantar o posicionamento que será tomado, provavelmente, durante a sessão plenária de hoje (1). “Somente os apontamentos que nós já havíamos feito configuravam cassação. Agora, com esta denúncia, a coisa ficou mais grave. Mas na segunda (30) vamos nos reunir e debater qual atitude tomar em conjunto com relação a este caso. Por enquanto, não posso adiantar nada”, disse o líder do governo na Câmara, Leonardo de Oliveira (PTB), na última sexta-feira (27), quando a denúncia veio à tona. João Emanuel é acusado de ter participado da tentativa de compra de sentença para a soltura de sete traficantes da família Pagliuca. Os réus foram libertados em janeiro deste ano por meio de uma liminar do desembargador, agora aposentado, Manoel Ornellas. A participação do parlamentar, que na época dos fatos era candidato a uma vaga na Câmara, foi comprovada, segundo o Gaeco, por meio de interceptações telefônicas realizadas pela Polícia Federal. João Emanuel seria o “cabeça” do esquema. Comandava as ações do estudante de direito Marcelo Santana, denunciado pelo MPE em abril por tentar cooptar o assessor da Vara do Crime Organizado para redigir uma minuta de decisão favorável à soltura dos traficantes. O parlamentar teria sido contratado por três membros da família Pagliuca para interceder no caso. João Emanuel está na presidência do Legislativo municipal sob força de uma liminar. A medida foi proferida no último dia 13, pela desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. A decisão tornou novamente sem efeito a sessão realizada às escuras na tarde do dia 29 de agosto pelos 16 vereadores governistas em que o afastamento do social-democrata foi aprovado. Na visão da magistrada, os parlamentares presentes ao encontro não levaram em consideração o que prevê o Regimento Interno. João Emanuel ficou oito dias longe do cargo de presidente. Diante dos novos fatos, no entanto, a tendência é de que os vereadores peçam mais uma vez seu afastamento. Desta vez, um requerimento pela cassação do mandato também pode ser apresentado.

Edição EDIÇÃO 16964




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